• Saltar para o menu principal
  • Skip to main content

Indústrias Extractivas

Extracção de hulha, lenhite, petróleo bruto, gás natural e outros. Extracção e preparação de minérios metálicos.

  • MINÉRIOS & MINERAIS
  • COMBUSTIVEIS FÓSSEIS
  • ULHA E LENHITE
  • PEDREIRAS
    • MÁRMORE
  • OUTROS
    • EXPLOSIVOS

Trabalho de Crianças em Minas e Pedreiras, Morte Lenta

26 de Junho de 2019 by Olinda de Freitas 2 Comentários

Uma das formas contemporâneas de escravatura refere-se ao trabalho de crianças em minas e pedreiras – conforme refere o site de documentação e direito comparado de direitos humanos.

Crianças com apenas três anos são encontradas em minas e pedreiras naquilo que se designa de escravatura moderna

crianças em minas e pedreirasÉ a combinação de elementos de coacção, medo, restrições à liberdade de circulação e completa dependência do empregador que caracteriza a escravatura moderna. As minas e pedreiras onde as crianças trabalham são, na maioria das vezes informais e estão localizadas em áreas remotas e de difícil acesso.

Fora do alcance do Estado de Direito e em comunidades habitualmente designadas como comunidades de fronteira – onde as estruturas sociais tradicionais da sociedade e os sistemas de valores éticos entraram em colapso – estão crianças em minas e pedreiras, em comunidades caracterizadas pela violência, pela criminalidade e pela toxicodependência.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que há cerca de um milhão de crianças em minas e pedreiras artesanais de pequena escala. A probabilidade deste número crescer é, no entanto, uma realidade em virtude do aumento dos preços e da procura de minerais nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico e países emergentes.

A médio e longo prazo o prejuízo na saúde destas crianças é incomparavelmente pior relativamente aos adultos

As crianças em minas e pedreiras sofrem de doenças respiratórias devido à inalação de pós minerais. Igualmente estão expostas a metais tóxicos e produtos químicos perigosos que têm impacto no sistema nervoso, provocando deficiências físicas e mesmo a morte. Estas mesmas crianças correm também o risco de lesões na espinal medula e deformações físicas devido às pesadas cargas que transportam.

Uma verdade incontestável prende-se com o facto de as consequências a médio e longo prazo deste tipo de trabalho na saúde serem bem mais graves nas crianças do que seriam nos adultos que trabalham em minas e pedreiras.

Ademais o trabalho das crianças em minas e pedreiras possui efeitos adicionais sobre os direitos da criança:

  • A maioria das comunidades mineiras não garante o acesso aos serviços básicos como serviços de saúde ou escolas;
  • As crianças que frequentam a escola não conseguem conciliar o trabalho nas minas com o trabalho escolar e frequentemente abandonam a escola aos dez anos de idade(!);
  • As raparigas que trabalham nas minas ou nas suas proximidades ficam vulneráveis a violação e exploração sexual;
  • Estas comunidades apresentam, tantas vezes, taxas altíssimas de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência e famílias monoparentais.

A pobreza é apontada como uma das causas principais pelas quais as crianças trabalham no sector – ao mesmo tempo que constitui um dos obstáculos à erradicação da escravatura. É, portanto, da responsabilidade dos governos proporcionar meios de vida alternativos às famílias. Já.

Fonte da imagem

Arquivado em:PEDREIRAS Marcados com:crianças em minas e pedreiras, escravatura moderna, indústrias extractivas, OIT

Mas agora é tudo feito de contraplacado?

20 de Junho de 2019 by Diana Lopes 1 comentário

Costuma-se dizer que os móveis de hoje são todos feitos de contraplacado que o fabrico de móveis em madeira maciça ficou no passado ou que são caríssimos. Mas será o contraplacado assim tão mau? E como é o seu processo  de fabrico?

Mas afinal o que é o contraplacado?

O contraplacado, é uma espécie de painel feito a partir de folhas coladas umas sobre as outras e posteriormente prensadas, fazendo deste painel, um painel rígido. Este painel é constituído por 3 elementos diferentes, designados por folha, alma e cola.

O elemento folha

A folha que se aplica no processo de fabrico de contraplacados obtêm-se graças ao desenrolamento da madeira de um toro que é cortado de forma a ficar mais achatado. As folhas, são a parte de madeira que os contraplacados apresentam.

O elemento alma

A alma é a camada central do contraplacado, de espessura superior à das folhas que a revestem, e que é formada por painéis de blocos, painéis de fibras, desperdícios de cortiça, lã de vidro, entre outras coisas.

O elemento cola

A cola é o que vai ligar as folhas entre si e à alma.

O produto final

O contraplacado são placas que se constroem a partir de folhas de madeira natural fina, por processos que evitam deformações. A partir dos toros de madeira, cortam-se camadas finas que se designam por folhas.

Estas são cortadas em determinadas dimensões e sobrepostas com o fio alternadamente cruzado, de forma a serem coladas com resinas sintéticas e sob fortes pressões, em prensas especiais, sendo o número de camadas sempre ímpar de forma a se obter uma estrutura simétrica.

O contraplacado, possibilita o uso quase integral de ramos, lenhas e toros de pequeno diâmetro produzido pelas matas, os desperdícios de madeira, as aparas e as serraduras provenientes das serrações, o que torna este material sustentável e ecológico.

Com o uso de máquinas específicas e com um processo eficiente de corte, obtém-se painéis de contraplacado, que apresentam grande resistência à flexão e às deformações por empeno, graças à disposição cruzada das fibras de camada para camada.

Estes painéis são fáceis de trabalhar e tornam-se muito mais económicos do que a madeira maciça.

A ideia de que o contraplacado não é um bom material é errada. É importante e atualmente ainda mais, ter formas de fabrico de materiais onde haja uma preocupação a nível ambiental e de sustentabilidade. É possível obter móveis e outros objetos de contraplacado esteticamente tão apelativos como os de madeira maciça e tão ou mais resistentes que estes.

Além disso, hoje em dia o conceito de mobília para a vida já não faz tanto sentido e a facilidade de alterar a decoração da casa sem gastar muito dinheiro é algo que atrai cada vez mais pessoas, sendo que o contraplacado permite esta nova tendência.

Pense de forma mais ecológica, o planeta agradece.

Arquivado em:OUTROS Marcados com:carvão, contraplacados, embalagens de madeira, indústrias da madeira, indústrias extractivas, lamelados, obras de carpintaria, obras de madeira, parqueteria, rolhas de cortiça

Procedimentos de Tiro: Rebentamentos Seguros e Eficazes

10 de Junho de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

Existem procedimentos de tiro específicos para os rebentamentos nas pedreiras. Estes procedimentos de tiro devem ser fixados por escrito por forma a que, no decorrer das operações de tiro nas pedreiras, operários e população não sejam colocados em perigo.

Eventuais riscos de disparo acidental devido, por exemplo, a transmissores de rádio, centrais eléctricas ou de linhas eléctricas aéreas devem ser levados em consideração. Na existência destes riscos, deve ser escolhida uma técnica apropriada de disparo.

Os procedimentos de tiro

Estes procedimentos de tiro devem ser, como já referido anteriormente, escritos e divulgados convenientemente em todos os locais das pedreiras – assim como a todos os operadores. Como? Mediante a entrega de um exemplar, só assim o explorador consegue controlar o cumprimento dos procedimentos de tiro.

Pontos essenciais dos procedimentos de tiro:

  • procedimentos de tiroNomeação e autorização do carregador de fogo, dos aprendizes de carregador de fogo, dos armazenistas, e de todas as pessoas que trabalhem com explosivos;
  • O responsável pelos explosivos deve controlar:
    • A adequação e segurança do material fornecido;
    • A conformidade das condições existentes no local com as prescrições dos tiros antes da utilização dos explosivos;
    • O período de tempo durante o qual são permitidos os tiros;
    • A delimitação da zona de perigo que cada tiro comporta e respectiva evacuação dessa zona – além da colocação de abrigos à disposição que promovam a eficácia em caso de verificação de tiros ou de tiros efectivos;
  • As medidas que garantam a continuação da actividade normal apenas quando o carregador de fogo estiver convencido de que as condições são seguras e que o sinal de fim do alerta tocou realmente;
  • A protecção, no final da jornada, dos buracos e dos explosivos carregados.

Atenção! As medidas tomadas devem garantir uma vigilância ou, pelo menos, a presença de uma pessoa na proximidade dos buracos carregados para, caso necessário, prevenir o roubo ou disparo não autorizado de explosivos!

  • O tratamento das falhas e a descoberta de explosivos provenientes, que não retirados, de operações anteriores.

Atenção! Convém assegurar sempre a presença de uma pessoa competente capaz de se ocupar da segurança das falhas!

Deve haver sempre garantia do respeito pelos procedimentos de tiro.

Muito importante: os sistemas de alerta

Estes sistemas de alerta devem incluir:

  • A utilização de bandeiras ou de avisos;
  • Guia para a preparação de uma avaliação dos riscos relativos ao uso de explosivos;
  • Um sistema de alerta sonoro que possa ser ouvido em toda a zona de perigo, com o objectivo de evacuar essa zona e assinalar o fim do alerta;
  • A colocação de protecções antes de cada tiro;
  • A notificação directa individual dos residentes locais;
  • A inspecção do sítio de tiro após iniciar-se o fogo para controlar o estado da frente e a presença de eventuais falhas.

Os rebentamentos nas pedreiras exigem procedimentos de tiro específicos tanto para salvaguarda da saúde e segurança dos trabalhadores como da das populações das áreas próximas.

Estes procedimentos têm de ser escritos e disponibilizados a cada operador!

Arquivado em:EXPLOSIVOS, OUTROS Marcados com:carregador de fogo, explosivos, indústrias extractivas, pedreiras, procedimentos de tiro, saúde, segurança, tiros

Prospecção de Minas: O Passo Dado Antes da Exploração

9 de Junho de 2019 by Olinda de Freitas 3 Comentários

A prospecção de minas, com a intenção de explorá-las, pode ser efectuada através da perfuração a diamante, o método mais utilizado. Mas há outros!

Há depósito mineral? Então há exploração de minas!

Todo a exploração de uma mina inicia-se sempre com a descoberta de um depósito mineral. E o que é a descoberta senão a prospecção de minas? Tal prospecção engloba um planeamento cuidadoso e o uso de diversificados métodos e instrumentos científicos como complemento ao levantamento geológico.

Os vários métodos desenvolvidos de prospecção de minas ao longo do tempo visam sempre o mesmo objectivo: atingir as camadas mais profundas e facultar informações relativas aos depósitos minerais situados no interior da Terra.

Métodos de prospecção de minas

Os métodos de prospecção de minas são baseados nas heterogeneidades inerentes à costa terrestre, ao mesmo tempo responsáveis pelas diferenças ou anomalias, principalmente em comparação de corpos mineralizados com rochas adjacentes, em determinadas propriedades físicas.

Recorrendo-se aos métodos geofísicos, as tais anomalias podem ser detectadas, registadas e medidas.

Posteriormente, os resultados são cartografados e as áreas de potencial interesse serão seleccionadas. E depois? Depois vêm as investigações mais detalhadas.

Em que se baseiam os métodos?

  • Os métodos eléctricos partem do seguinte pressuposto: há certos minérios que possuem melhor condutividade eléctrica do que as massas de rocha circunvizinhas;
  • Com os métodos magnéticos de prospecção de minas, podem ser determinadas variações nos campos magnéticos da Terra;
  • As irregularidades no campo gravítico de uma determinada área podem ser medidas através dos métodos gravimétricos;
  • Os métodos radiométricos são usados, essencialmente, nas pesquisas de urânio e outros elementos radioactivos.

Importância dos métodos geofísicos na prospecção de minas

Na actualidade, a utilização dos métodos geofísicos, bastante precisos, nos quais se inclui a prospecção de minas remota, é de uso generalizado em diversas áreas científicas.

No entanto, e apesar dos métodos geofísicos poderem fornecer indicações sobre a possível localização dos depósitos minerais, são, quase sempre, necessárias perfurações de prospecção de minas in situ para nos darem evidências mais precisas do que está contido no subsolo. Para isso usa-se a técnica de amostragem por intermédio de perfuração a diamante – a mais utilizada.

O que é a perfuração a diamante?

A perfuração a diamante surgiu na segunda metade do século dezanove e encontrou a sua maior aplicação na prospecção de minas.

No mundo contemporâneo, a perfuração a diamante tornou-se em uma técnica importante na definição do traçado de túneis ou no posicionamento de cavidades no interior das rochas. Permitem, estas perfurações, localizar aspectos particulares em zonas não consolidadas ou rochas com fraca resistência mecânica.

Tudo isto antes de se dar início às escavações.

Desenvolvimento da perfuração a diamante

A perfuração a diamante na prospecção de minas tem sido alvo de vários avanços: inicialmente as sondas eram executadas manualmente. Aos poucos, a execução passou a ser efectuada através do vapor e mais tarde através de motores diesel e eléctricos.

Durante muito tempo, a força de avanço exercida sobre a coroa de perfuração terá sido determinada pelo operador com auxílio de uma cremalheira.

Isto era bastante arbitrário!

Entretanto, o avanço de parafuso chegou e forçou a sonda a uma taxa de penetração fixa, baseada na velocidade de rotação do motor. Seguiram-se as sondas com avanços hidráulicos em que dois cilindros hidráulicos transferem a forca de avanço para a bateria de varas e para a coroa de perfuração. Aqui há a compensação da acção do peso das varas quando este começa a tomar-se excessivo.

A prospecção de minas é essencial para a posterior exploração e são vários os métodos à disposição. No entanto, a perfuração a diamante é a mais utilizada!

Arquivado em:MINÉRIOS & MINERAIS Marcados com:exploração de minas, indústrias extractivas, método de perfuração a diamante, métodos eléctricos, métodos magnéticos, métodos radiométricos, minas, minérios metálicos, prospecção de minas

A Argila Natural, Vermelha ou Nem Por Isso, É Especial

3 de Junho de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

A argila natural é, como assim indica a designação, um material natural com uma textura terrosa ou argilácea, de granulação fina, com partículas de forma lamelar ou fibrosa.

A argila natural é constituída essencialmente por argilo-minerais e pode conter outros minerais que não são argilo-minerais como quartzo, mica, pirita, hematita, entre outros, matéria orgânica e outras impurezas resultantes da hidratação de silicatos de alumínio, ferro e magnésio.

Com a água, a argila natural transforma-se!

Na presença da água, e isto devido ao poder dos argilo-minerais, as argilas naturais desenvolvem uma série de propriedades, nomeadamente:

  • argila naturalplasticidade;
  • resistência mecânica à humidade;
  • retracção linear de secagem;
  • compactação;
  • tixotrópia;
  • viscosidade de suspensões aquosas. São estas que explicam a grande variedade de aplicações tecnológicas, pois a estrutura laminada permite a adsorção de moléculas de água.

A classificação dos tipos de argila natural está, então, relacionada com o grupo de argilo-minerais que a compõem.

Os tipos mais comuns de argila natural são:

  • Cauliníticas: constituídas essencialmente por argilo-minerais do grupo da caulinita, onde se enquadram todos os silicatos de alumínio hidratado. A cor é clarinha e, por serem pobres em óxidos e hidróxidos de ferro e de outros elementos cromóforos, possuem uma menor plasticidade e também fazem menor retenção de água;
  • Esmectiticas ou Montmoriloníticas: constituídas por argilo-minerais do grupo da montmorilonita (compostos por alumínio, magnésio e ferro, e algumas vezes cálcio e sódio). São bastante plásticas e com uma grande capacidade de retenção de água. Podem igualmente ser chamadas de argilas expansivas pela sua capacidade de variância de volume. São vermelhas, ou avermelhadas, devido aos óxidos e hidróxidos de ferro acima de certos limites;
  • Illíticas: compostas por argilo-minerais do grupo da illita com diferentes variedades micáceas que são constituídas por silicatos hidratados de alumínio, ferro, potássio e magnésio).

Que características físicas e mecânicas apresenta a argila natural?

  • A plasticidade é a característica da argila natural que depende de uma maior ou menor presença de água;
  • Contratação na secagem é uma característica mais forte consoante a plasticidade da argila;
  • Resistência à flexão do material seco, igualmente maior nas argilas mais plásticas;
  • Resistência à flexão do material queimado quanto maior for o grau de vitrificação ou sinterização.

Relativamente aos tipos de jazimento, a argila natural pode ser argila residual ou argila transportada:

  • A argila residual, ou primária, é aquela que permanece no seu local de formação e cujas jazidas são semelhantes, em forma, à rocha matriz;
  • A argila transportada: é aquela que, após o intemperismo, é transportada pelas águas ou ventos, principalmente a fração mais fina, depositando-se em regiões de baixa velocidade de corrente nos lagos, nos rios, nos pântanos ou nos mares.

São estas argilas que originam as argilas sedimentares ou transportadas!

Para perceber melhor a constituição da argila natural e respectivas características, consulte mais informação relacionada.

Fonte da imagem

Arquivado em:MINÉRIOS & MINERAIS Marcados com:argila natural, argila residual, argila transportada, argilo-minerais, indústrias extractivas

Anticlinal de Estremoz: Gigante de Mármores Ornamentais

25 de Maio de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

O anticlinal de Estremoz é um dos principais centros mundiais de extracção de mármores para fins ornamentais e localiza-se no sector setentrional da Zona de Ossa – Morena (ZOM), em Portugal, 150 quilómetros a Leste de Lisboa, a partir de onde se faz o acesso através da auto-estrada.

Quais os principais núcleos de exploração?

anticlinal de EstremozNo Anticlinal de Estremoz, os mármores existentes apresentam-se intercalados entre os metadolomitos, na base (metadolomias), e os metavulcanitos e xistos negros, no topo. No flanco NE do Anticlinal os mármores apresentam-se pouco dobrados com orientação NW SE, inclinando 70º a 80ª para NE, possuindo uma espessura de cerca de 150 m.

No flanco SW, as camadas possuem orientações e inclinações bastante variáveis predominando, no entanto, as orientações NW-SE e as inclinações de 35 a 50º para SW. Neste flanco do Anticlinal de Estremoz a espessura máxima da camada de mármores apresenta-se bastante variável:

  • Mármores cinzentos e por vezes escuros (mármore azul e ruivina);
  • Mármores claros, cremes e róseos limpos ou de vergada fina castanha e acinzentada;
  • Mármores claros com vergada, róseos e creme com vergada xistenta espessa.

Pedreiras profundas

No Anticlinal de Estremoz existem cerca de 200 pedreiras em actividade para um total de, aproximadamente, 370 cortas existentes e estas unidades extractivas espalham-se pelos vários núcleos de exploração. A maioria das pedreiras tem uma profundidade entre os 15 e os 50 m, existindo no entanto explorações com profundidades mais elevadas, possuindo a mais profunda cerca de 110 m.

Expansão, desenvolvimento e declínio

A exploração de mármores no Anticlinal de Estremoz passou por um período de expansão e desenvolvimento durante a década de 1980, verificando-se o oposto em 1990. terá havido um estrangulamento de produção em apenas uma década, comprovado pelos dados estatísticos da produção de mármores em Portugal, tem impedido o desenvolvimento do sector justificado pelas exigências do mercado, as exigências ambientais – que só recentemente começaram a trazer constrangimentos às explorações – e factores externos, tais como a Guerra no Golfo (em1991), entre outros.

O que condiciona a exploração de mármores no Alentejo?

A exploração de mármores no Alentejo, e no Anticlinal de Estremoz, apresenta alguns problemas relacionados com a complexidade geológica que condiciona, em alguns casos, as explorações, podendo mesmo conduzir ao seu abandono. São apontados os seguintes condicionalismos de origem geológica:

  • Compartimentação por falhas e fracturação – a compartimentação do maciço por falhas ocorre ao longo de toda a estrutura, aparecendo preenchida por filões doleríticos.  É igualmente observável uma diminuição da fracturação em profundidade embora esta não se possa considerar geral para todo o maciço no Anticlinal de Estremoz, pois varia de local para local;
  • Dolomitização secundária – a dolomitização secundária é responsável pela transformação de mármores num dolomito cavernoso secundário sem aptidão ornamental (vulgo olho de mocho).
  • Carsificação – o aparecimento do carso nas explorações é relativamente frequente, sobretudo em Borba e em algumas zonas da Lagoa.

Foram surgindo, entretanto, com a evolução da lavra, outras condicionantes à exploração no Anticlinal de Estremoz. Resultam, essencialmente, do facto de em reduzidas áreas de corta se terem atingido elevadas profundidades – o que tem conduzido à degradação do recurso por concentração de tensões junto dos taludes, acabando por induzir fracturação nos mármores.

Medidas para melhoria da exploração no Anticlinal de Estremoz

  • Alargamento da área das cortas, através da junção de explorações contíguas, e definição dos degraus nos taludes;
  • Adopção de novos métodos de desmonte como, por exemplo, o método de exploração subterrânea, nos casos em que o alargamento não é possível.

A exploração de mármores no Anticlinal de Estremoz possui características bem específicas, no domínio da geologia, nos respectivos núcleos.

À expansão desta actividade nos anos oitenta seguiu-se um período de declínio acusado por factores externos às pedreiras mas também por condicionalismos inerentes à lavra – o que apenas poderá ser contornado com a adopção de medidas de alargamento ou de novos métodos de desmonte.

Imagem

Arquivado em:MINÉRIOS & MINERAIS Marcados com:Anticlinal de Estremoz, desmonte, exploração de mármores, extracção de mármores ornamentais, indústrias extractivas, mármores, metadolomitos, metavulcanitos, pedreiras de mármore

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Página 2
  • Página 3
  • Página 4
  • Página 5
  • Página 6
  • Interim pages omitted …
  • Página 9
  • Go to Next Page »

Indústrias Extractivas

Powered by: Made2Web Digital Agency.

  • Política Cookies
  • Termos Utilização e Privacidade
  • Mapa do Site