• Saltar para o menu principal
  • Skip to main content

Indústrias Extractivas

Extracção de hulha, lenhite, petróleo bruto, gás natural e outros. Extracção e preparação de minérios metálicos.

  • MINÉRIOS & MINERAIS
  • COMBUSTIVEIS FÓSSEIS
  • ULHA E LENHITE
  • PEDREIRAS
    • MÁRMORE
  • OUTROS
    • EXPLOSIVOS

Exploração de Gás de Xisto: Uma Galinha de Ovos Podres

30 de Outubro de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

E se a exploração de gás de xisto proporcionar tantos milhões como desastres ambientais? Mais do que opiniões, as atitudes dividem-se entre os grandes investidores na exploração do gás de xisto – como a China, o Reino Unido ou a Polónia -, e os que lhe lançam medidas proibitivas como a França. Em Portugal ainda é uma novidade a ser debatida…

A exploração do gás de xisto

Exploração de Gás de XistoNão convencional, a exploração de gás de xisto começa com formação deste gás em argilas betuminosas, que se encontram no subsolo a grande profundidade: entre cerca de seiscentos a três mil metros. As formações deste gás estendem-se por quilómetros a perder de vista quilómetros e só pode ser extraído através da perfuração horizontal com uma técnica conhecida como fracking ou fractura hidráulica.

E o que é o fracking? Esta forma de exploração de gás de xisto consiste em partir a rocha através da injecção de jactos de água, misturada com areia e químicos, a altíssimas pressões.

Só para ter a noção: a pressão é tão grande que faz da contaminação química dos lençóis freáticos e da água potável um risco constante!

Sabia que a exploração de gás de xisto pode induzir a actividade sísmica? Pois. Já aconteceu na Grã-Bretanha!

Existem, no entanto, e lamentavelmente, outros perigos. Saiba que o metano, cancerígeno, é o principal composto deste gás e tem 105 vezes mais potencial para aquecer a atmosfera do que o dióxido de carbono.

Sabe o que isto significa? Significa que gera quarenta a sessenta vezes mais emissões de estufa do que o gás convencional!

Ademais, a técnica de exploração de gás de xisto pressupõe o uso de toneladas de água. Ora a água é um bem imprescindível e escasso em muitas regiões do mundo – além de que a contaminação química de grandes massas de água com benzeno e metano torna-se inevitável.

Outras enormes desvantagens deste tipo de exploração de gás de xisto prendem-se com:

  • uma difícil gestão dos resíduos tóxicos;
  • a poluição atmosférica;
  • o desastre paisagístico;
  • incessante perfuração e abertura de novos poços;
  • danos colaterais relacionados com a indústria de extracção.

Pense na quantidade de areia, toneladas, necessárias para este tipo de exploração!

Então e os milhões?

Na verdade, os EUA descobriram na exploração de gás de xisto uma alternativa muito rendível: o custo de extracção é muitíssimo mais baixo do que o de petróleo. E, como já se sabe, a exploração do petróleo acarreta um grande problema no crescimento global.

A exploração de gás de xisto representa uma fonte abundante de energia barata!

Em Portugal, dizem, existem regiões óptimas para a exploração deste gás. E sabe onde ficam? Em zonas ambientalmente protegidas. Que, galinha de ovos podres, ironia!

As zonas de interesse, por cá, para a exploração de gás de xisto, vão desde o distrito de Setúbal a Coimbra, incluindo os concelhos do Bombarral, Cadaval e Alenquer – bem como as Bacias do Algarve e do Baixo Alentejo.

Algumas destas regiões, como a Praia da Marreta ou a Carrapateira, são zonas protegidas ambientalmente!

É sabido que o actual e miserável governo, através da Galp, celebrou um acordo de exploração com a Mohave Oil & Gas. Em 2013 o PEV propôs à AR a aplicação de uma moratória à exploração de Gás de Xisto (Projecto de Lei nº 456/XII/3ª) tendo sido apresentada pelo BE uma proposta para proibir a sua exploração e extracção.

Poderá saber mais sobre este assunto aqui.

Fonte da imagem

Arquivado em:COMBUSTIVEIS FÓSSEIS Marcados com:água, exploração ambientalmente insustentável, Exploração de Gás de Xisto, fracking, gás, indústrias extractivas, negócio rentável

Pedreiras Ilegais na Serra dos Candeeiros: A legalidade

23 de Outubro de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

Pedreiras ilegais e parques naturais conseguem coexistir? Paradoxalmente, sim. Saiba que na Serra dos Candeeiros, classificada como parque natural, todos os dias são extraídas toneladas de pedra! Isto não quer denunciar pedreiras ilegais?

A classificação de parque natural, de acordo com a lei, refere-se a uma área rica em ecossistemas naturais cuja biodiversidade tem de ser protegida. Como é que esta definição se coaduna com as centenas de pedreiras em exploração na Serra dos Candeeiros?

Este parque natural caracteriza-se pela sua singularidade geológica, morfológica e paisagística e, igualmente, pela sua diversidade biológica. Ademais, a Serra dos Candeeiros merece ainda uma referência pelas marcas evidentes da ocupação do território e da luta permanente das populações – tanto para vencerem as dificuldades impostas pela ausência de água superficial, como pela escassez de solo agrícola para ser trabalhado.

A exigência de protecção de um património biológico

pedreiras ilegaisPlaneamento sustentável é uma exigência, não só das populações como da inteligência colectiva sobre o que são as pedreiras ilegais. Como sustentar a prazo tamanha destruição de grande parte do património biológico, já que o forte e agressivo impacte negativo para o património geológico, geomorfológico e paisagístico – como o caso da indústria extractiva de calcário ou a produção animal intensiva – depende da presença humana?

A protecção do parque natural face às pedreiras ilegais, a ilegalidade de atentar contra a biodiversidade tão rica, exige que se encontrem, com urgência, pontos de equilíbrio sustentáveis naquilo que é gerir o território!

Parque natural abafado ou pedreiras que conseguem berrar

Sons e ruídos não se misturam na Serra dos Candeeiros – simplesmente porque é o ruído das perfurações nas pedreiras, e não o som do vento, que se ouve. Um parque natural que mais se assemelha a uma zona industrial, já que o verde fica camuflado do pó em resquícios de trabalho árduo de exploração.

Extraído para as calçadas portuguesas, portanto para o sector da construção civil, ou para exportação, o cálcário da Serra dos Candeeiros tem origem em pedreiras ilegais – ilegais porque vão contra tudo o que um parque natural deve ser.

Não obstante, todos os trabalhos estão autorizados pelo Ministério da Economia! e isto apesar do parecer negativo do Instituto de Conservação da natureza e Biodiversidade.

Onde está, afinal, a preocupação com as consequências ambientais? A gravidade do caso aumenta por se tratar de de parque natural!

Entalado entre a triste realidade de estar sobre uma actividade altamente rentável – que é a exploração de pedreiras de calcário – e a diversidade natural e protegida(?), o parque natural da Serra dos Candeeiros merece mais dos nossos responsáveis políticos. E melhor.

Saiba mais sobre a revisão do Plano de Ordenamento da Serra dos Candeeiros em 2007, aqui.

Fonte da imagem

Arquivado em:MINÉRIOS & MINERAIS Marcados com:calcário;, indústrias extractivas, parque natural, pedreiras ilegais, Serra dos Candeeiros

Método das Frentes Corridas, uma Alternativa a Estudar

2 de Outubro de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

O método das frentes corridas na exploração subterrânea de mármores é outro método que poderia constituir alternativa ao método de câmaras e pilares, o que produz mais e melhores resultados.

O método de câmaras e pilares consiste em desmontar a rocha, deixando in situ (por desmontar), determinadas fracções isoladas de rocha da jazida, as quais constituem pilares que exercem a função de suporte do terreno sobrejacente em toda a área interessada pela escavação.

O método das frentes corridas

O método das frentes corridas caracteriza-se por possuir frentes de desmonte compridas, sendo a estabilidade garantida através de elementos de suporte artificial (pilares de madeira, cimento, mármore ou outros) ou do entulhamento das cavidades.

Levando em consideração as características deste método das frentes corridas, a sua aplicação só poderá ser útil no caso de explorações profundas e com grandes dimensões. 

Aplicação do método das frentes corridas em Portugal

A aplicação deste método das frentes corridas na exploração subterrânea de mármores em Portugal, apresenta alguns problemas em virtude da complexidade geológica do Anticlinal de Estremoz, poderá ser equacionada a sua utilização em determinadas zonas do Anticlinal, para exploração de mármore a grandes profundidades.

O Anticlinal de Estremoz

A região de Estremoz, Borba, Vila Viçosa, o Anticlinal de Estremoz, é uma das mais antigas e mais produtivas superfícies de extracção de mármores do nosso país.

A importância sócio-económica desta actividade é bem conhecida – tanto pelas memórias pessoais e sociais que ela gerou ao longo dos tempos como pelas últimas gerações que trabalharam nas pedreiras – empresários, técnicos e operários.

Igualmente os saberes técnicos e científicos que a extracção de mármores nesta região foi gerando ao longo dos séculos de actividade, fazem dela bastante importante. O trabalho humano transformou o mármore do Anticlinal de Estremoz em bens patrimoniais históricos e artísticos, visíveis não apenas na região – e em grande abundância – mas um pouco por todo o país e nos quatro cantos do mundo.

Vantagens e desvantagens do método de frentes corridas

Este método apresenta como vantagens:

  • Permite uma lavra contínua;
  • Possibilita elevadas velocidades de extracção;
  • Garante um bom controlo de subsidência;
  • Apresenta alguns benefícios colaterais (não necessita de ancoragens, melhor ventilação, mais espaço para os equipamentos, etc.);
  • Aproveita os escombros para suporte dos tectos (pilares artificiais ou entulhamento).

Desvantagens do método de frentes corridas:

  • Impraticável nos moldes tradicionais perto da superfície devido à dimensão das cavidades e aos elevados custos do sustimento;
  • Indução de fracturação no maciço devido aos elevados vãos das câmaras de desmonte;
  • Inviabilização da reutilização das cavidades mineiras para outros fins.

O método de frentes corridas para a extracção de mármores é uma alternativa, a ser estudada, ao método de câmaras e pilares. A sua mais notável característica é a garantia de estabilidade através de elementos de suporte artificial (pilares de madeira, cimento, mármore ou outros) ou do entulhamento das cavidades.

Imagem

Arquivado em:MÁRMORE, OUTROS, PEDREIRAS Marcados com:Anticlinal de Estremoz, desmonte, estracção de mármores, exploração mineira subterrânea, exploração subterrânea de mármores, indústrias extractivas, método de câmaras e pilares, método de frentes corridas

Conheça, uma por uma, as vantagens do gás natural

4 de Setembro de 2019 by Catarina Almeida Deixe um comentário

O que é o gás natural?

Definição de gás natural

O gás natural é uma fonte de energia fóssil composta principalmente por metano, com pequenas quantidades de outros hidrocarbonetos. Extraído diretamente de reservatórios subterrâneos, o gás natural é uma das fontes de energia mais limpas e eficientes disponíveis atualmente. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), o gás natural representa cerca de 24% do consumo global de energia, destacando-se pela sua versatilidade e menor impacto ambiental comparado a outras fontes fósseis. Para saber mais sobre as vantagens do gás natural, clique aqui.

Processo de extração e consumo

A extração do gás natural envolve a perfuração de poços em reservatórios subterrâneos, onde o gás é encontrado em formações rochosas porosas. Este processo pode ser realizado tanto em terra quanto no mar. Após a extração, o gás é tratado para remover impurezas e componentes indesejados, como dióxido de carbono e sulfeto de hidrogénio, antes de ser distribuído para consumo. Para entender melhor como funciona a extração de petróleo, que é um processo semelhante, clique aqui.

O consumo de gás natural abrange diversas aplicações, incluindo:

  1. Geração de eletricidade: Usinas termelétricas utilizam gás natural para produzir eletricidade de forma eficiente e com menores emissões de poluentes.
  2. Aquecimento residencial e comercial: O gás natural é amplamente utilizado para aquecer ambientes e água em residências e estabelecimentos comerciais.
  3. Indústria: Muitas indústrias utilizam gás natural como fonte de energia para processos de produção e como matéria-prima para a fabricação de produtos químicos.

Transporte e impacto ambiental

O transporte do gás natural é realizado principalmente através de redes de tubagens enterradas, conhecidas como gasodutos. Este método de transporte é seguro e eficiente, reduzindo o risco de acidentes e minimizando o impacto ambiental. Antes da construção de gasodutos, são realizados estudos de impacto ambiental rigorosos para garantir a proteção dos ecossistemas e das comunidades locais. Para mais informações sobre a exploração de gás e petróleo, clique aqui.

As vantagens ambientais do gás natural incluem:

  • Menores emissões de poluentes: A queima de gás natural emite menos dióxido de carbono, óxidos de enxofre e partículas em comparação com carvão e petróleo.
  • Redução da poluição do ar: O uso de gás natural contribui para a melhoria da qualidade do ar, especialmente em áreas urbanas.
  • Energia mais limpa: O gás natural é considerado a fonte de energia fóssil mais limpa, ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Em resumo, o gás natural é uma fonte de energia eficiente, versátil e com menor impacto ambiental, desempenhando um papel crucial na transição para um futuro energético mais sustentável.

Descubra algumas das vantagens do gás natural

Segurança no transporte e prevenção de acidentes

O gás natural destaca-se pela sua segurança no transporte. Diferente de outras fontes de energia, o gás natural é transportado através de redes de tubagem enterrada. Este método reduz significativamente o risco de acidentes de viação e marítimos, que frequentemente resultam em marés negras e contaminação das águas. Além disso, a infraestrutura subterrânea é menos suscetível a danos causados por intempéries ou atividades humanas.

Dispensa de armazenamento e substituição de botijas

Uma das grandes vantagens do gás natural é a eliminação da necessidade de armazenamento e substituição de botijas. Como o gás natural é mais leve que o ar, em caso de vazamento, dissipa-se rapidamente, minimizando o risco de explosões ou incêndios. Este fator torna-o uma opção mais segura e prática para uso doméstico e industrial.

Energia limpa e ecológica

O gás natural é uma das fontes de energia mais limpas disponíveis. Comparado com outras energias fósseis, a sua combustão produz menos poluentes. Os produtos resultantes da queima do gás natural são inodoros e isentos de óxido de enxofre e partículas de fuligem. Esta característica contribui para a melhoria da qualidade do ar, especialmente em áreas urbanas.

Versatilidade de uso

A versatilidade do gás natural é outra vantagem significativa. Esta fonte de energia pode ser utilizada em diversas aplicações, incluindo:

  • Combustível para veículos
  • Aquecimento de ambientes
  • Aparelhos de ar condicionado
  • Motores industriais

Esta flexibilidade torna o gás natural uma escolha atraente para múltiplos setores.

Economia e competitividade de preços

Em tempos de crise económica, o gás natural oferece uma vantagem preciosa: o seu custo competitivo. O preço do gás natural é geralmente mais baixo em comparação com outras fontes de energia, como a eletricidade. Esta economia traduz-se em custos mensais de energia mais baixos para consumidores e empresas.

Prolongamento da vida útil dos equipamentos

O gás natural também contribui para a longevidade dos equipamentos. Devido à sua baixa emissão de gases ácidos e compostos de enxofre, que costumam corroer as máquinas, os equipamentos que utilizam gás natural tendem a ter uma vida útil mais longa. Esta durabilidade resulta em menos manutenção e substituições, gerando economia a longo prazo.

Em resumo, o gás natural oferece uma combinação única de segurança, eficiência, economia e sustentabilidade, tornando-se uma escolha energética quase perfeita.

Conclusão

Resumo das principais vantagens do gás natural

O gás natural destaca-se como uma fonte de energia que reúne diversas vantagens essenciais, tornando-se uma opção atrativa para muitas residências e indústrias. Entre as principais vantagens do gás natural, podemos citar:

  1. Segurança no transporte e prevenção de acidentes: O gás natural é transportado através de redes de tubagem enterrada, o que reduz significativamente o risco de acidentes de viação e marítimos, evitando marés negras e contaminação das águas.
  2. Dispensa de armazenamento e substituição de botijas: Por ser mais leve que o ar, o gás natural dissipa-se rapidamente em caso de vazamento, minimizando o risco de acidentes e eliminando a necessidade de armazenamento em botijas.
  3. Energia limpa e ecológica: Comparado a outras energias fósseis, o gás natural é a opção mais limpa, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar. A sua queima resulta em produtos inodoros e isentos de óxido de enxofre e partículas de fuligem.
  4. Versatilidade de uso: O gás natural pode ser utilizado como combustível, em aparelhos de ar condicionado, motores e outras aplicações, demonstrando a sua flexibilidade.
  5. Economia e competitividade de preços: O preço do gás natural é competitivo em relação a outras fontes de energia, como a eletricidade, o que reduz os custos mensais de energia. Além disso, a baixa emissão de gases ácidos e compostos de enxofre prolonga a vida útil dos equipamentos.

Tabela de prós e contras

Para facilitar a visualização das vantagens e desvantagens do gás natural, apresentamos a seguinte tabela:

PrósContras
Transporte seguroNecessidade de infraestrutura específica
Dispensa armazenamento em botijasDependência de reservas naturais
Energia limpa e ecológicaPotencial impacto ambiental na extração
Versatilidade de usoCustos iniciais de instalação
Economia e competitividade de preçosVariação de preços no mercado
Prolongamento da vida útil dos equipamentos

Em resumo, o gás natural apresenta-se como uma fonte de energia quase perfeita, combinando segurança, eficiência, economia e sustentabilidade. A sua adoção pode trazer inúmeros benefícios tanto para o meio ambiente quanto para os consumidores, tornando-se uma escolha inteligente e consciente.

Perguntas Frequentes

O que é o gás natural?

O gás natural é uma fonte de energia fóssil composta principalmente por metano, extraída de reservatórios subterrâneos. É uma das fontes de energia mais limpas e eficientes disponíveis atualmente.

Quais são as principais vantagens do gás natural?

As principais vantagens do gás natural incluem segurança no transporte, dispensa de armazenamento em botijas, energia limpa e ecológica, versatilidade de uso, economia e competitividade de preços, e prolongamento da vida útil dos equipamentos.

Como é extraído o gás natural?

A extração do gás natural envolve a perfuração de poços em reservatórios subterrâneos, onde o gás é encontrado em formações rochosas porosas. Este processo pode ser realizado tanto em terra quanto no mar.

Quais são as aplicações do gás natural?

O gás natural é utilizado na geração de eletricidade, aquecimento residencial e comercial, e em diversas indústrias como fonte de energia e matéria-prima para a fabricação de produtos químicos.

Como é transportado o gás natural?

O gás natural é transportado principalmente através de redes de tubagens enterradas, conhecidas como gasodutos, que são seguras e eficientes, reduzindo o risco de acidentes e minimizando o impacto ambiental.

O gás natural é uma fonte de energia sustentável?

Sim, o gás natural é considerado uma das fontes de energia fóssil mais limpas, com menores emissões de poluentes e contribuindo para a melhoria da qualidade do ar, especialmente em áreas urbanas.

Quais são os impactos ambientais do gás natural?

Embora o gás natural tenha um menor impacto ambiental comparado a outras fontes fósseis, a sua extração e transporte podem ter impactos ambientais, como a necessidade de infraestrutura específica e o potencial impacto ambiental na extração.

O gás natural é mais económico que outras fontes de energia?

Sim, o gás natural geralmente tem um custo competitivo em comparação com outras fontes de energia, como a eletricidade, resultando em custos mensais de energia mais baixos para consumidores e empresas.

O gás natural é seguro para uso doméstico?

Sim, o gás natural é seguro para uso doméstico. Em caso de vazamento, dissipa-se rapidamente, minimizando o risco de explosões ou incêndios, tornando-o uma opção mais segura e prática.

O gás natural pode ser utilizado como combustível para veículos?

Sim, o gás natural pode ser utilizado como combustível para veículos, oferecendo uma alternativa mais limpa e económica em comparação com os combustíveis tradicionais.

Arquivado em:COMBUSTIVEIS FÓSSEIS Marcados com:fonte de energia, gás natural, indústrias extractivas, vantagens do gás natural

A extracção de pedra perdeu um cliente: A calçada portuguesa

11 de Agosto de 2019 by Diogo Pinheiro Deixe um comentário

Quando a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou o Plano de Acessibilidade Pedonal que de entre muitas medidas, prevê a retirada da calçada portuguesa por “motivos de segurança”, não deverá ter pensado muito numa das aplicações de uma actividade importante da economia portuguesa, a extracção de pedra. A extracção de pedra em Portugal assume uma razoável importância económica e por consequência social. Indústria geradora de riqueza e de emprego, a exploração das pedreiras portuguesas resultam na extracção de muita pedra. Uma parte considerável desta pedra extraída é, posteriormente, exportada. Sobretudo o mármore que parece recolher uma importante legião de fãs no Médio Oriente. A extracção de pedra é um processo de mineração. As pedreiras situam-se, maioritariamente, junto de serras e zonas rochosas. No entanto, este processo é a céu aberto porque, normalmente, não é necessário abrir grandes profundidades para extraír pedra. Os tipos de pedra mais comumente extraídos são o arenito, a ardósia, o calcário, o granito, o mármore, o basalto e a coquina. Estes tipos de pedra podem ser aplicados em diversas actividades. Os usos a dar a tanta pedra são inesgotáveis. Desde a construção civil a artes decorativas e pavimentos. Na verdade, a tão badalada calçada portuguesa que se pretende retirar é feita com calcário e basalto. As estátuas que erguemos em homenagem às nossas figuras também. Os quadros onde aprendemos a fazer contas de somar e a ler são feitos a partir da ardósia. As casas onde vivemos também têm pedra algures, seja como forma decorativa ou mesmo na própria estrutura.

Perigos da extracção de pedra

Extraír pedra é uma actividade que pode levantar alguns riscos para os trabalhadores. Os riscos vão um pouco para além de lhe caír um bloco de pedra na cabeça. Para além dos possíveis desprendimentos de pedra, a serração da pedra liberta muito pó de sílica que pode provocar silicose, uma grave doença pulmonar. O elevado ruído da actividade é também uma preocupação com que os trabalhadores têm que lidar, assim como a vibração da maquinaria que opera que pode provocar problemas vasculares, neurológicos, musculares ou arteriais. O calor a que os trabalhadores estão expostos pode causar desidratação. Há sempre o risco associado a quedas, ao manuseamento de material explosivo necessário à actividade, já para não contar com os acidentes gerais. Claro, que existe todo um protocolo de segurança e os trabalhadores tomarão as devidas precauções, mas ainda assim continua a ser uma actividade de risco.

E no fim?

As pedreiras apesar de não serem propriamente o pináculo da beleza, têm qualquer coisa que prende o olhar. Quando deixam de ser exploradas para mineração é comum encherem-se com água, tornando-se em lagos ou lagoas. No entanto, há excepções como a Ópera de Arame. Em Coritiba, no Brasil, uma antiga pedreira chamada Parque das Pedreiras deu origem a uma atracção turística que engloba mesmo um teatro. Há outros exemplos como um Hotel em Shangai ou um recinto para espectáculos ao ar livre também no Brasil.

Apesar dos riscos inerentes à actividade, a extracção de pedra é uma actividade necessária ao desenvolvimento do ser humano e do seu modo de vida.

Arquivado em:PEDREIRAS Marcados com:carvão, contraplacados, embalagens de madeira, indústrias da madeira, indústrias extractivas, lamelados, obras de carpintaria, obras de madeira, parqueteria, rolhas de cortiça

Riscos para a Saúde Decorrentes do Trabalho nas Minas

5 de Agosto de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

São bastantes os riscos para a saúde decorrentes do trabalho nas minas: são impactes completamente negativos para o homem. Acidentes de trabalho, silicose, tuberculose, neoplasias no pulmão e outros efeitos ligados ao ruído deixam marcas na qualidade de vida dos mineiros. Outras vezes, morrem!

Quais as causas?

Os riscos para a saúde decorrentes do trabalho nas minas têm muitas vezes a sua origem na existência de contaminações químicas – que são resultantes da alteração dos minerais da escombreira e do interior da própria mina. Igualmente, o arrastamento de poeiras finas pela acção do vento tem alguma responsabilidade.

As poeiras que são geradas no processo de desmonte das frentes de exploração, ao longo do transporte do material extraído, na fase do tratamento e estilhaçamento do minério e no transporte e deposição do estéril na escombreira, fazem parte dos riscos para a saúde decorrentes do trabalho nas minas.

Da mesma forma, os fumos, vapores e gazes (dióxido de azoto, dióxido de enxofre, monóxido e dióxido de carbono) que são gerados em todo o processo de extracção do minério, essencialmente produzidos pelo funcionamento de veículos e equipamentos pesados, acusam quantidades elevadas de poeiras que interferem na qualidade do ar respirável. São, por isso, causa de danos na saúde pública e daqueles que convivem no dia a dia com estas poeiras: os mineiros e toda a população que reside em áreas limítrofes à exploração.

Fibrose nodular pulmonar

A exposição mais ou menos prolongada a poeiras muito finas de sílica provoca a fibrose nodular pulmonar, mais conhecida por silicose5. Ademais, em ambientes mineiros, muitas das poeiras que são inaladas são potencialmente indutoras de carcinomas. Porquê? Por serem compostas por minerais potenciadores dessas doenças.

As poeiras apresentam, sem sombra de dúvidas, enormes riscos para a saúde decorrentes do trabalho nas minas!

Minerais maléficos nas poeiras

Está provado que a exposição excessiva a poeiras respiráveis de origem natural, ou na exploração de minas, contêm certos minerais potencialmente tóxicos como sílica cristalina, arsenopirite e manganês6 (todos em elevada concentração na exploração mineira da Panasqueira, por exemplo).

Os equipamentos com motor a diesel

Também a mecanização das minas subterrâneas, o progresso tem sempre aspectos positivos e negativos, tem vindo a conduzir a uma intensa utilização de equipamentos com motor a diesel: os jumbos para perfuração, as pás (LHDs) para remoção do mineral na frente de trabalho, os camiões (dumpers) e outras máquinas como as locomotivas.

Estes equipamentos, além de emitirem gases tóxicos, geram partículas em forma de fuligem que são respiradas pelos mineiros. Ora estas partículas contêm produtos cancerígenos que se acumulam nos pulmões!

O ruído nas minas subterrâneas

Também o ruído das actividades operacionais, nomeadamente

  • perfuração ou corte;
  • disparos ou desmonte;
  • carregamento;
  • transporte;
  • extracção;
  • ventilação;
  • bombagem;
  • britagem, etc.

ao fim de algum tempo de exposição, causa nos mineiros a crescente perda de audição que ,ao longo da vida activa, pode levar à perda total da audição!

Sintomas como fortes dores de cabeça, fadiga, distúrbios cardiovasculares, alterações hormonais, gastrites, disfunção digestiva, alergias manifestam-se, fisicamente nos mineiros. No plano psicológico, assiste-se à perda de concentração e de reflexos, irritação permanente, insegurança. No que concerne à eficiência dos actos, os mineiros adquirem perda da inteligibilidade das palavras, o que poderá contribuir para um aumento de acidentes de trabalho.

São vastíssimos e irreversíveis os danos causados pelos riscos para a saúde decorrentes do trabalho nas minas!

Pela especificidade do trabalho subterrâneo e pelas características dos minérios, os mineiros estão sujeitos a imensos riscos para a saúde. Riscos que causam prejuízos humanos irreparáveis.

Arquivado em:OUTROS Marcados com:exploração, indústria mineira, indústrias extractivas, mineiros, poeiras, riscos para a saúde decorrentes do trabalho nas minas, ruído, silicose

  • « Go to Previous Page
  • Página 1
  • Página 2
  • Página 3
  • Página 4
  • Interim pages omitted …
  • Página 9
  • Go to Next Page »

Indústrias Extractivas

Powered by: Made2Web Digital Agency.

  • Política Cookies
  • Termos Utilização e Privacidade
  • Mapa do Site