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Indústrias Extractivas

Extracção de hulha, lenhite, petróleo bruto, gás natural e outros. Extracção e preparação de minérios metálicos.

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Prospecção de Minas: O Passo Dado Antes da Exploração

9 de Junho de 2019 by Olinda de Freitas 3 Comentários

A prospecção de minas, com a intenção de explorá-las, pode ser efectuada através da perfuração a diamante, o método mais utilizado. Mas há outros!

Há depósito mineral? Então há exploração de minas!

Todo a exploração de uma mina inicia-se sempre com a descoberta de um depósito mineral. E o que é a descoberta senão a prospecção de minas? Tal prospecção engloba um planeamento cuidadoso e o uso de diversificados métodos e instrumentos científicos como complemento ao levantamento geológico.

Os vários métodos desenvolvidos de prospecção de minas ao longo do tempo visam sempre o mesmo objectivo: atingir as camadas mais profundas e facultar informações relativas aos depósitos minerais situados no interior da Terra.

Métodos de prospecção de minas

Os métodos de prospecção de minas são baseados nas heterogeneidades inerentes à costa terrestre, ao mesmo tempo responsáveis pelas diferenças ou anomalias, principalmente em comparação de corpos mineralizados com rochas adjacentes, em determinadas propriedades físicas.

Recorrendo-se aos métodos geofísicos, as tais anomalias podem ser detectadas, registadas e medidas.

Posteriormente, os resultados são cartografados e as áreas de potencial interesse serão seleccionadas. E depois? Depois vêm as investigações mais detalhadas.

Em que se baseiam os métodos?

  • Os métodos eléctricos partem do seguinte pressuposto: há certos minérios que possuem melhor condutividade eléctrica do que as massas de rocha circunvizinhas;
  • Com os métodos magnéticos de prospecção de minas, podem ser determinadas variações nos campos magnéticos da Terra;
  • As irregularidades no campo gravítico de uma determinada área podem ser medidas através dos métodos gravimétricos;
  • Os métodos radiométricos são usados, essencialmente, nas pesquisas de urânio e outros elementos radioactivos.

Importância dos métodos geofísicos na prospecção de minas

Na actualidade, a utilização dos métodos geofísicos, bastante precisos, nos quais se inclui a prospecção de minas remota, é de uso generalizado em diversas áreas científicas.

No entanto, e apesar dos métodos geofísicos poderem fornecer indicações sobre a possível localização dos depósitos minerais, são, quase sempre, necessárias perfurações de prospecção de minas in situ para nos darem evidências mais precisas do que está contido no subsolo. Para isso usa-se a técnica de amostragem por intermédio de perfuração a diamante – a mais utilizada.

O que é a perfuração a diamante?

A perfuração a diamante surgiu na segunda metade do século dezanove e encontrou a sua maior aplicação na prospecção de minas.

No mundo contemporâneo, a perfuração a diamante tornou-se em uma técnica importante na definição do traçado de túneis ou no posicionamento de cavidades no interior das rochas. Permitem, estas perfurações, localizar aspectos particulares em zonas não consolidadas ou rochas com fraca resistência mecânica.

Tudo isto antes de se dar início às escavações.

Desenvolvimento da perfuração a diamante

A perfuração a diamante na prospecção de minas tem sido alvo de vários avanços: inicialmente as sondas eram executadas manualmente. Aos poucos, a execução passou a ser efectuada através do vapor e mais tarde através de motores diesel e eléctricos.

Durante muito tempo, a força de avanço exercida sobre a coroa de perfuração terá sido determinada pelo operador com auxílio de uma cremalheira.

Isto era bastante arbitrário!

Entretanto, o avanço de parafuso chegou e forçou a sonda a uma taxa de penetração fixa, baseada na velocidade de rotação do motor. Seguiram-se as sondas com avanços hidráulicos em que dois cilindros hidráulicos transferem a forca de avanço para a bateria de varas e para a coroa de perfuração. Aqui há a compensação da acção do peso das varas quando este começa a tomar-se excessivo.

A prospecção de minas é essencial para a posterior exploração e são vários os métodos à disposição. No entanto, a perfuração a diamante é a mais utilizada!

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Carvão: o combustível que destrói o planeta

22 de Maio de 2019 by Ana Rita Amante Leal Deixe um comentário

Com mais de duzentos anos de existência em Portugal, o carvão era extraído nas minas de São Pedro da Cova e de Santa Susana, que já foram exploradas na totalidade. Por este ser considerado um combustível fóssil, teve um importante papel no aquecimento das habitações, ainda antes de surgir a eletricidade.

Quem viveu há umas décadas atrás, certamente se recorda das tradicionais braseiras a carvão? E das locomotivas que eram movidas por este combustível, deixando aquele rasto de fumo no ar? Deste tempo só restaram as lembranças e para muitos a saudade, mas esta matéria-prima continua a ter um contributo importante para a humanidade.

Como é feita a extração do carvão?

Todos já ouviram falar das minas e da importante atividade que têm os mineiros, passando dias e noites em galerias subterrâneas para encontrar produtos que de outra forma seria impossível conhecermos e beneficiarmos do seu usufruto.

É em minas destas que se encontra o carvão, normalmente a uma profundidade bastante elevada, que chega a atingir os quatrocentos metros. Atualmente, aliada à ação do Homem, existem máquinas que vão escavando as galerias, até encontrar este combustível e o trazer para a superfície. O carvão é um combustível fóssil, porque teve a sua origem numa importante fonte de aquecimento: o sol.

Quando é feita a exploração de uma mina e lhe é retirada todo o carvão – o que leva dezenas de anos – este não se renova. Em Portugal as minas existentes já foram exploradas na sua totalidade.

Um importante gerador de eletricidade

Ainda hoje usamos o carvão para produzir eletricidade, embora as nossas minas já se encontrem esgotadas. O carvão continua a ser o principal gerador de energia a nível mundial, devido ao seu baixo custo, mas o facto de ser mais barato, não significa que seja a melhor opção.

No verão é comum as famílias fazerem piqueniques e grelharem carne em barbecues, recorrendo a sacos de carvão, que se encontram à venda em qualquer híper ou supermercado. Mas já reparou no fumo preto que lança para a atmosfera ao realizar um simples grelhado? O carvão mineral tem na sua composição carbono, oxigénio, hidrogénio, enxofre e cinzas, sendo formado por resíduos orgânicos, que são altamente poluentes.

Este combustível continua a ser muito utilizado na produção industrial, em fornos, fogões e para fazer fogueiras.

Mas quais as desvantagens da sua utilização?

O carvão é proveniente de uma planta de origem vegetal, que levou milhares de anos a formar esta rocha preta, mas após ser extraído, não se renova e quando uma mina é totalmente explorada, não volta a ter esta matéria-prima.

É comum ouvirmos e vermos nos noticiários acidentes em minas, que provocam a perda de vidas humanas, muitas vezes, sem qualquer necessidade. Existem pessoas que arriscam a sua vida para extrair uma matéria que ainda não é utilizada racionalmente, senão vejamos: mais de cinquenta por cento da energia produzida a nível mundial provém do carvão, um número bastante elevado para um combustível que não se renova.

Um combustível que polui o meio-ambiente

Quando e carvão é queimado lança para a atmosfera gases altamente poluentes, que contribuem para o aumento do aquecimento global a nível mundial. Muito se fala que o mundo está em mudança e que atualmente só existem duas estações – verão e inverno – mas poucas são as pessoas que pensam o porquê deste fenómeno? Se queimamos anualmente milhões de toneladas deste combustível, a atmosfera é invadida por um fumo negro, que é libertado a altas temperaturas e polui não só o ar, mas também o mar e as florestas.

O aquecimento global é causado pelo Homem e responsável por fenómenos que cada vez são mais frequentes, como os furacões ou as secas. E não nos enganemos, apesar de não haver renovação deste mineral, existem reservas com mais de 860 bilhões de toneladas, o suficiente para continuarmos a usar este combustível nos próximos 130 anos. Mudar de atitude só depende de nós, porque estamos a construir o planeta para uma geração futura que vai sofrer as consequências dos seus antepassados.

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