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Indústrias Extractivas

Extracção de hulha, lenhite, petróleo bruto, gás natural e outros. Extracção e preparação de minérios metálicos.

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Exploração de Gás de Xisto: Uma Galinha de Ovos Podres

30 de Outubro de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

E se a exploração de gás de xisto proporcionar tantos milhões como desastres ambientais? Mais do que opiniões, as atitudes dividem-se entre os grandes investidores na exploração do gás de xisto – como a China, o Reino Unido ou a Polónia -, e os que lhe lançam medidas proibitivas como a França. Em Portugal ainda é uma novidade a ser debatida…

A exploração do gás de xisto

Exploração de Gás de XistoNão convencional, a exploração de gás de xisto começa com formação deste gás em argilas betuminosas, que se encontram no subsolo a grande profundidade: entre cerca de seiscentos a três mil metros. As formações deste gás estendem-se por quilómetros a perder de vista quilómetros e só pode ser extraído através da perfuração horizontal com uma técnica conhecida como fracking ou fractura hidráulica.

E o que é o fracking? Esta forma de exploração de gás de xisto consiste em partir a rocha através da injecção de jactos de água, misturada com areia e químicos, a altíssimas pressões.

Só para ter a noção: a pressão é tão grande que faz da contaminação química dos lençóis freáticos e da água potável um risco constante!

Sabia que a exploração de gás de xisto pode induzir a actividade sísmica? Pois. Já aconteceu na Grã-Bretanha!

Existem, no entanto, e lamentavelmente, outros perigos. Saiba que o metano, cancerígeno, é o principal composto deste gás e tem 105 vezes mais potencial para aquecer a atmosfera do que o dióxido de carbono.

Sabe o que isto significa? Significa que gera quarenta a sessenta vezes mais emissões de estufa do que o gás convencional!

Ademais, a técnica de exploração de gás de xisto pressupõe o uso de toneladas de água. Ora a água é um bem imprescindível e escasso em muitas regiões do mundo – além de que a contaminação química de grandes massas de água com benzeno e metano torna-se inevitável.

Outras enormes desvantagens deste tipo de exploração de gás de xisto prendem-se com:

  • uma difícil gestão dos resíduos tóxicos;
  • a poluição atmosférica;
  • o desastre paisagístico;
  • incessante perfuração e abertura de novos poços;
  • danos colaterais relacionados com a indústria de extracção.

Pense na quantidade de areia, toneladas, necessárias para este tipo de exploração!

Então e os milhões?

Na verdade, os EUA descobriram na exploração de gás de xisto uma alternativa muito rendível: o custo de extracção é muitíssimo mais baixo do que o de petróleo. E, como já se sabe, a exploração do petróleo acarreta um grande problema no crescimento global.

A exploração de gás de xisto representa uma fonte abundante de energia barata!

Em Portugal, dizem, existem regiões óptimas para a exploração deste gás. E sabe onde ficam? Em zonas ambientalmente protegidas. Que, galinha de ovos podres, ironia!

As zonas de interesse, por cá, para a exploração de gás de xisto, vão desde o distrito de Setúbal a Coimbra, incluindo os concelhos do Bombarral, Cadaval e Alenquer – bem como as Bacias do Algarve e do Baixo Alentejo.

Algumas destas regiões, como a Praia da Marreta ou a Carrapateira, são zonas protegidas ambientalmente!

É sabido que o actual e miserável governo, através da Galp, celebrou um acordo de exploração com a Mohave Oil & Gas. Em 2013 o PEV propôs à AR a aplicação de uma moratória à exploração de Gás de Xisto (Projecto de Lei nº 456/XII/3ª) tendo sido apresentada pelo BE uma proposta para proibir a sua exploração e extracção.

Poderá saber mais sobre este assunto aqui.

Fonte da imagem

Arquivado em:COMBUSTIVEIS FÓSSEIS Marcados com:água, exploração ambientalmente insustentável, Exploração de Gás de Xisto, fracking, gás, indústrias extractivas, negócio rentável

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