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Indústrias Extractivas

Extracção de hulha, lenhite, petróleo bruto, gás natural e outros. Extracção e preparação de minérios metálicos.

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Onde anda o sal gema para temperar as batatas?

18 de Março de 2019 by Diogo Pinheiro 2 Comentários

É normal durante uma refeição reparar que a comida está um pouco insonsa e ir temperá-la com mais um pouco de sal, mas conhecerá o processo que permite que o sal chegue à sua mesa? E que o sal não serve só para temperar as batatas fritas? Ok, para além de outro tipo de comida é claro.

Em países com um clima tropical, como o Brasil, o sal é obtido normalmente através da evaporação de água do mar. O que resulta deste processo é o sal marinho. No entanto, em países mais frios ou distantes do mar tem que se recorrer a um processo diferente que dará origem ao sal gema.

O sal gema está contido em sedimentos. Estes sedimentos estão localizados em antigas bacias marinhas que entretanto evaporaram ou secaram. Para extraír, então, o sal gema dos sedimentos é necessário recorrer a um processo de precipitação química.

Em Portugal as salinas mais conhecidas serão, porventura, as salinas de Rio Maior. Nesta salina, o processo usado é idêntico a uma técnica que já era usada desde o século XII. Consiste na junção de água salgada em poços abertos em solo rico em sal gema, para depois ser enviada para tanques para que possa ser evaporada e ocorra a precipitação do sal.

Em Portugal existem outras zonas de extracção de sal gema importantes como as de Loulé e Torres Vedras. No caso de Loulé o processo é diferente, com o sal gema a ser extraído a seco em minas a mais de 200 metros de profundidade.

As aplicações do sal gema vão muito para além da alimentação. A exploração de Loulé aliás destina-se na sua grande maioria para a indústria química. Devido à sua composição (cloreto de sódio, cloreto de potássio e cloreto de magnésio) é usado para obter cloro, ácido clorídrico ou soda cáustica, por exemplo.

É também usado no processo de fabrico do papel, no fabrico de cosméticos, produtos farmacêuticos (pasta de dentes), produtos de cosmética, porcelana… Enfim, a lista é interminável. De facto, o sal gema é dos minerais que têm uma aplicação mais ampla, servindo para diversos fins. A aliar à sua diversidade de utilizações, o sal gema é também considerado o recurso geológico de utilização mais longa, ou seja com mais reservas.

Em Portugal, há condições muito boas para a exploração de sal gema. Estima-se que as minas de Loulé tenham reservas que permitem a sua exploração por milhares de anos. No entanto, a nossa exploração fica muito aquém em relação ao que era expectável ou pelo menos desejável. Os motivos são essencialmente político/económicos e estão relacionados com os contratos de importação feitos para cumprir as normas regulamentares do mercado internacional.

De facto, é fácil comprovar que o sal, e neste caso o sal gema, não serve só para temperar as batatas, tendo uma variedade de aplicações que parecem não acabar, tal como as suas reservas.

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Mármore: da sua extração à elegância de uma decoração

16 de Março de 2019 by Diana Cordeiro 3 Comentários

A pedra é sem dúvida o material de construção mais antigo que vem sendo utilizado pelo homem na sua luta pela sobrevivência e civilização. Produtos de pedra natural como mármore ou granito são frequentemente utilizados em muitos projetos de arquitectura e pela sua elegância adaptam-se a diferentes estilos, épocas e gostos.

Até chegar à fase final o mármore passa por um processo, que vai desde a sua extracção em pedreiras, passando pelo recorte em placas até ao tratamento final e, posteriormente, na decoração. As principais vantagens de utilizar o mármore, para além das questões estéticas são a sua durabilidade, a facilidade de limpeza, de manutenção e restauro.

O que é o mármore?

Mármore é uma rocha metamórfica originada de calcário exposto a altas temperaturas e pressão.

Por este motivo, as maiores jazidas de mármore são encontradas em regiões de rocha matriz calcária e atividade vulcânica. Esta rocha é, essencialmente explorada para uso na construção civil.

Comercialmente é classificado como mármore, toda a rocha carbonática capaz de receber polimento. A composição mineralógica depende da composição química do sedimento e do grau metamórfico.

Dessa forma, possui uma variedade de cores e texturas, estruturas que a torna bastante rentável na indústria de rochas ornamentais.

Como é feita a extração de mármore

O processo de extração de mármore, começa nas jazidas, ou seja, reservas naturais de montanhas rochosas, onde são encontradas estas qualidades de pedras no estado natural. O mármore é extraído através de cortes realizados com fios diamantados e ferramental que fatiam as enormes montanhas tirando os em blocos.

Através de maquinarias específicas como os teares com ferramentas diamantadas, as serrarias fatiam esses blocos transformando-os em chapas ou placas. Após todo este processo, as chapas podem ser polidas, flameadas ou apicoadas. Dando assim o primeiro acabamento na peça ainda no seu estado natural. Após polidas, as chapas estão prontas para serem utilizadas para produção de produtos como por exemplo, pias, lavatórios, pisos, escadas, mesas, soleiras, colunas, peitoris, lareiras.

Tipos de acabamentos do mármore

o Polido: feito a partir de lustração. Indicado para áreas internas; tem um aspecto liso e brilhante;

o Bruto: é a superfície de mármores e granitos sem qualquer acabamento, usados tal como estão no seu estado natural na natureza, são apenas serrados;

o Jateado: acabamento de superfície à base de jato de areia. Sem brilho, é indicado para áreas externas;

o Levigado: é lixado com abrasivos até deixá-lo liso. O seu aspecto é opaco, semi-polido;

o Cristalização: processo feito por empresas especializadas com a função de criar uma película protetora para os pisos de mármore e granito;

o Resinado: feito a partir da aplicação de resina líquida e lustração da mesma, cobrindo os poros que existem nas pedras dando um melhor polimento e brilho superior.

Onde pode ser aplicado o mármore?

O mármore é utilizado especialmente em áreas internas: pavimentos de salas, halls e quartos. Bancadas e revestimentos, incluindo para efeitos nas paredes. Também é muito utilizado em casas-de-banho e áreas sociais, como por exemplo em salas ou cozinhas.

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Extração de carvão e os problemas ambientais

30 de Dezembro de 2018 by Diana Lopes 1 comentário

A revolução industrial colocou a extração de carvão num dos tipos de extração mineira mais importante. A maioria das máquinas desta altura eram movidas a carvão e tornava-se obrigatório que a extração de carvão conseguisse  suprir as necessidades da evolução. No entanto, atualmente a extração de carvão trás com ela alguns problemas ambientais.

A importância do carvão

A revolução industrial marcou uma época de desenvolvimento rápido na maquinaria usada, provocando um desenvolvimento nos caminhos de ferro e melhoramento do transporte de mercadorias e passageiros. Estas máquinas eram, na sua maioria movidas a vapor produzido através da combustão de carvão.

Com a evolução das máquinas e o crescimento abruto da indústria automóvel, o carvão e a sua extração passaram para segundo plano dando o primeiro lugar à extração de petróleo. A verdade, é apesar da evolução da indústria automóvel, o carvão ainda é comumente usado para o funcionamento de alguns comboios e fábricas o que nos remete para a questão dos problemas ambientais.

A combustão do carvão e questão ambiental

A questão principal do uso de carvão é o fato de este ser um recurso de origem fóssil, ou seja é um recurso não-renovável. A queima de carvão como combustível, assim como, a de todos os derivados do carbono, gera CO2, o principal gás responsável pelo efeito estufa, responsável pelo aquecimento e por mudanças climáticas globais.

Quando o derivado do carbono é de origem fóssil, como no caso do carvão, petróleo, xisto e gás natural, são lançadas para a atmosfera quantidades de Carbono que estavam imobilizadas, contribuindo para aumentar a quantidade de CO2 no meio ambiente, que apresenta um tempo de vida médio de cerca de 100 anos na atmosfera.

O carvão contém ainda teores elevados de enxofre e a sua combustão provoca o lançamento na atmosfera de dióxido de enxofre, um dos responsáveis pela chuva ácida, com graves problemas de poluição do meio ambiente. No entanto, o enxofre pode ser removido industrialmente.

A legislação ambiental no uso de carvão

Atualmente, a extração do carvão tem como principal objetivo o uso deste nas estações termoeléctricas. Como a combustão do carvão nesta atividade é muito tóxica, esta deverá ser regulada por organismos competentes.

O segundo maior uso do carvão mineral dá-se na redução de minério de ferro para produção de ferro e aço. No entanto, a extração de carvão perdeu grande atividade desde o seu auge na revolução industrial.

Gás através de carvão mineral

Uma das utilizações possíveis da extração de carvão mineral é a obtenção de gás de uso doméstico. Este carvão deriva de combustíveis fósseis e é talvez a utilidade mais limpa do carvão pois é menos poluente.

Existem dois grandes tipos de carvão, o carvão mineral e o vegetal, tendo os dois questões ambientais associadas.

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