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Indústrias Extractivas

Extracção de hulha, lenhite, petróleo bruto, gás natural e outros. Extracção e preparação de minérios metálicos.

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O Poder da Extracção de Calcário Nos Solos e nas Rações

18 de Fevereiro de 2019 by Olinda de Freitas 4 Comentários

A extracção de calcário também serve para posterior utilização na agricultura: o calcário moído e os seus subprodutos, como cal virgem e hidratada, escória, entre outros, são utilizados em aplicação no solo para corrigir a acidez e promover o crescimento das plantas. A sua aplicação é recomendada antes, uns meses, da plantação. Igualmente importante é o seu papel na alimentação animal.

Extracção de calcário benéfica para os solos

A correcção da acidez do solo efectua-se, no contexto da extracção de calcário e posterior processamento, possibilitando às plantas terem acesso aos nutrientes do solo da seguinte forma:

Aplicando-se directamente o calcário no solo o cálcio, ao reagir com hidrogénio em excesso, faz diminuir a concentração do hidrogénio e aumenta o pH do solo. No entanto, podem também ser aplicados outros subprodutos do processamento da extracção de calcário como cal virgem e hidratada ou escória.

O calcário, decorrente da extracção de calcário tem, de facto, excelentes nutrientes para a agricultura dos solos, principalmente o calcário dolomítico: o cálcio e o magnésio – além de ser um óptimo neutralizador de acidez. Tudo junto, balanço feito, há um aumento do cultivo e, igualmente, do conteúdo orgânico do solo!

Veja a importância que tem a extracção de calcário para fins agrícolas, por exemplo, no Brasil. Mas não é só…

Extracção de calcário igualmente benéfica na alimentação animal!

Saiba que também na alimentação animal há o dedo da extracção de calcário. O calcário calcítico puro e moído possui forte utilização como fonte de cálcio no suplemento na alimentação animal e de aves. Já agora, fique também a saber que outras fontes de cálcio podem ser colhidas em conchas calcárias e mármores britados.

O calcário decorrente da extracção de calcário destinado ao complemento da alimentação animal é denominado calcítico.

Na actualidade a investigação e desenvolvimento na área da alimentação animal assume uma grande importância no bom desempenho dos criadores, assim como das fabricas de ração e o mercado da Avicultura é o maior na produção de ração. No entanto, as aves consomem mais ração com baixa quantidade de cálcio.

Com muito teor de cálcio a ração fica pouco palatável e, por isso, tem de haver cuidado para as aves não deixarem de ser alimentadas correctamente – prevenindo-se assim uma eventual má formação. As galinhas, por exemplo, possuem uma necessidade de cálcio bastante variável dependendo do seu nível de postura.

Embora seja comum afirmar-se que o calcário é o veículo que promove a quebra da casca do ovo, existem outros factores como causa, nomeadamente o alto nível de cloro ou a utilização de sulfas.

Importante mesmo é que o produtor invista na qualidade do calcário para melhorar igualmente a produtividade!

A extracção de calcário não para de surpreender e a sua utilização tanto na agricultura como na alimentação animal é de extrema importância. Saiba mais sobre este assunto.

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Exploração Mineira – Métodos de desmonte em subterrâneo

15 de Fevereiro de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

Os principais métodos de desmonte em subterrâneo de exploração mineira em mármores assentam em três técnicas mineiras distintas:

  • Desmonte com entulhamento – a estabilidade do maciço após o desmonte é assegurada pelo entulhamento das cavidades;
  • Desmonte com desabamento – o material é desmontado através da ruptura controlada dos terrenos à medida que se aumentam os vazios;
  • Desmonte com abandono de pilares – são deixados pilares de rocha abandonados que garantem a estabilidade do maciço.

A conjugação destas três técnicas mineiras permite estabelecer um conjunto de métodos de desmonte em subterrâneo que hoje em dia se conhecem na exploração mineira subterrânea (corte e enchimento, frentes corridas, câmaras e pilares, entre outros).

Lavra subterrânea de mármores: desabamento e entulhamento, não!

Na lavra subterrânea de mármores a viabilidade económica da exploração mineira é fortemente influenciada pela blocometria disponível o que impede, à partida, o recurso a métodos de desmonte em subterrâneo que assentem na técnica de desabamento dada a indução de fracturação que tal técnica origina e consequente diminuição das dimensões dos blocos comerciais.

O entulhamento também não se prefigura como uma técnica de aplicação directa ao caso dos mármores, embora possa ser utilizada em determinados casos para resolver problemas de instabilidade que surjam nas cavidades – nomeadamente quedas pontuais de blocos ou até mesmo situações de aluimentos.

Nestes casos, quando não for viável a aplicação de outro tipo de sustimento ou não exista material para explorar na zona em causa, poderá ser importante a utilização de escombros para entulhar as cavidades e assim estabilizar os desmontes.

Abandono de pilares, a técnica mais adequada

A técnica de abandono de pilares parece ser a mais adequada à exploração deste tipo de recurso, uma vez que possibilita a definição de elementos de suporte naturais em zonas do maciço onde o material é de qualidade inferior, permitindo, além disso, dimensionar os pilares de modo a evitar a presença de fracturação induzida pela abertura das cavidades de desmonte.

A utilização desta técnica, entre as técnicas mineiras, na lavra de pedreiras poderá apresentar uma distribuição espacial irregular dos pilares, em função da heterogeneidade do jazigo mineral relativamente à sua qualidade ornamental.

Que métodos de desmonte em subterrâneo adoptar?

Para seleccionar qual dos métodos de desmonte em subterrâneo a adoptar, devem atender-se vários factores, tais como:

  • Características geológicas do local;
  • Morfologia;
  • Espessura e inclinação das camadas dos mármores;
  • Continuidade da jazida;
  • Profundidade a que se encontra;
  • Factores económicos (infra-estruturas, investimentos iniciais, etc.).

Só após a obtenção de informação sobre os aspectos anteriormente referidos se deverá proceder à escolha dos métodos de desmonte em subterrâneo a utilizar, bem como ao dimensionamento dos mesmos.

Entre os métodos de desmonte em subterrâneo de exploração mineira em mármores, o desabamento e o entulhamento são técnicas mineiras não aconselháveis: a primeira porque induz a fracturação e a segunda por poder provocar aluimento.

A mais viável é, sem dúvida, o abandono de pilares – não esquecendo que para a selecção deve levar-se em consideração alguns factores inerentes à exploração mineira dos mármores.

Arquivado em:MINÉRIOS & MINERAIS Marcados com:abandono de pilares, desabamento, entulhamento, exploração mineira dos mármores, indústrias extractivas, métodos de desmonte em subterrâneo, técnicas mineiras

Jazigo Mineral: Confusões e Designações Esclarecidas

25 de Janeiro de 2019 by Olinda de Freitas 1 comentário

Em termos simples, jazigo mineral é uma massa mineral bastante rara e bastante anormal. Valerá a pena definir minérios para percebermos o que é mesmo um jazigo mineral.

O que são minérios?

Os minérios são substâncias minerais naturais com um elemento químico de teor relativamente elevado, ou sob forma química facilmente redutível. Também podem assim designar-se as substâncias que apresentam propriedades físicas raramente realizadas na crosta terrestre.

Ocorrência, mineralização e jazigo mineral

A ocorrência refere-se, simplesmente, à existência de um mineral ou rocha num dado local. Já a mineralização implica a existência de minerais ditos anormais em relação às rochas encaixantes de tipo comum.

Estes conceitos são bem mais abrangentes do que o de de jazigo mineral – o que permite a não utilização indevida do termo jazigo mineral.

O que é um corpo mineralizado ou ore body?

Corpo mineralizado, ou ore body, significa uma massa geológica constituída por um agregado de minérios e outros minerais (ganga) que se individualiza no meio em que existe.

O que interessa perceber é que uma mineralização poderá corresponder a um corpo mineralizado e que um jazigo mineral corresponde sempre a um ou mais corpos mineralizados.

A definição de minérios é, portanto, sempre restritiva porque engloba tanto minerais como rochas. Quer um exemplo? Existem mais de duzentos minerais de ferro. No entanto, só meia dúzia são minérios de ferro!

Muito importante: regra geral, os minérios não se apresentam em concentrações monominerais mas, antes, associados a outros minerais.

O que é a ganga?

A ganga, no caso dos jazigos de substâncias metálicas, é o conjunto de minerais que acompanham os minérios nas suas ocorrências e que não são objecto de recuperação. E se se tratarem de jazigos de substâncias não metálicas? Neste caso é comum usar-se a designação de estéril.

Atenção! A diferença entre ganga e estéril não é, no entanto, absoluta – dependendo fortemente das regiões mineiras consideradas.

Nada de confusões!

Vulgarmente chama-se minério ao conjunto do minério com a respectiva ganga. Os anglo-saxões fazem bem a distinção quando chamam aos minérios ore minerals e, ao conjunto minério mais ganga, simplesmente ore.

No entanto não existe, em português, um nome genérico que permita uma distinção clarificada. E é por isso que deve-se evitar o uso do termo minério noutra acepção da palavra que não seja a exacta!

Os minérios

Saiba que os minérios, como quaisquer minerais, podem ter:

  • origem profunda;
  • origem superficial.

Quando a origem é profunda, designam-se por minérios hipogénicos. E quando é superficial são minérios supergénicos. De outra forma, podem ser:

  • primários, quando ocorrem no meio onde têm origem;
  • secundários, quando ocorrem num meio estranho àquele em que se originaram, embora não tenham sofrido qualquer modificação para além de uma individualização, mais ou menos completa, e de uma possível divisão mecânica.

Depois de passadas a pente fino, as definições de jazigo mineral, minérios, minerais, ganga – e outras -, permitem a utilização correcta, e exacta, das respectivas designações.

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Pulmão Negro, Preto como o Carvão das Minas, Sem Cura

22 de Janeiro de 2019 by Olinda de Freitas 3 Comentários

O pulmão negro é uma doença pulmonar ocupacional, a chamada pneumoconiose dos mineiros de carvão, causada por depósitos de pó de carvão nos pulmões.

Pó de carvão, manchas fatais que decoram os pulmões: o pulmão negro

Consequência directa da aspiração de pó de carvão durante um período prolongado, o pulmão negro vence muitas vidas passadas em minas. No caso de se tratar de pulmão negro simples o que acontece é o pó de carvão acumular-se em torno das pequenas vias aéreas (bronquíolos) dos pulmões.

Sabe-se que apesar de ser relativamente inerte e incapaz de provocar reacções exageradas, o pó de carvão alastra-se a todo o pulmão – o que, de resto, pode se comprovado pelo desenho de pequenas manchas através de radiografias torácicas.

Por si só o pó de carvão não obstrui as vias aéreas. No entanto, anualmente, cerca de 1 a 2% dos indivíduos que sofrem de pulmão negro simples evoluem na doença de forma agravada, a designada fibrose disseminada progressiva, na qual ocorre a formação de cicatrizes, de um ou mais centímetros, em grandes áreas do pulmão.

Uma informação muito importante é que a fibrose disseminada progressiva pode piorar mesmo após o indivíduo interromper a exposição ao pó de carvão.

O pulmão negro normalmente é assintomático. Mas a tosse…

Regra geral o pulmão negro simples é assintomático, isto é, não produz sintomas mas imensos indivíduos diagnosticados com essa doença tossem e apresentam dificuldades respiratórias – o que poderá ser decorrente de enfisema ou bronquite ou devido aos estágios graves da fibrose disseminada progressiva que desencadeiam tosse e muitas vezes dificuldade respiratória incapacitante.

O diagnóstico desta doença fica concluído após a observação das manchas características na radiografia torácica de um indivíduo que se expôs ou que sofre de exposição continuada ao pó de carvão. E não restam dúvidas tratar-se de um indivíduo que trabalhou em minas subterrâneas durante, pelo menos, dez anos.

Evitar a doença profissional pulmão negro e suprimir o pó de carvão do local de trabalho: missão impossível. No entanto, a prevenção pode e deve ser minimamente cumprida se os mineiros de carvão realizarem um exame radiográfico a cada quatro ou cinco anos para que a doença possa ser detectada no seu estágio inicial.

No caso de se verificar o diagnóstico o trabalhador deve ser transferido para uma área onde a concentração de pó de carvão seja baixa, a rotatividade do posto de trabalho talvez se adeqúe como prática assídua, por forma a evitar o desenvolvimento da fibrose disseminada progressiva.

A doença do pulmão negro não tem cura e fazer prevenção é, de facto, o melhor remédio.

Arquivado em:OUTROS Marcados com:carvão, fibrose disseminada progressiva, indústrias extractivas, pneumoconiose dos mineiros de carvão, pó de carvão, pulmão negro

A Exploração Mineira Em Subterrâneo Tem Custos. Muitos!

18 de Janeiro de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

A exploração mineira em subterrâneo tem, obviamente, custos – necessita de alguns investimentos que podem passar a elevados no caso de se estar a abrir uma nova exploração, ou seja, sem partir de uma já existente a céu aberto.

O investimento a realizar está relacionado, essencialmente, com os seguintes aspectos:

  • Estudos de prospecção e caracterização do jazigo mineral;
  • Estudos técnicos e económicos;
  • Aquisição de alguns equipamentos (essencialmente a roçadora de galeria).

Situações em que os custos são menores

Caso a exploração mineira subterrânea parta de uma corta a céu aberto, poderá ser utilizada a informação geológica e geotécnica existente, pelo que os custos com estes estudos serão menores. O mesmo se passa ao nível dos equipamentos, dado que os meios tecnológicos para exploração subterrânea são os mesmos do céu aberto – com excepção da roçadora para galeria, que terá que ser adquirida ou alugada.

Gastos gerais inerentes à actividade de exploração mineira

Em termos da actividade de exploração mineira em geral existem alguns custos característicos do desmonte a céu aberto que não se verificam em subterrâneo, tais como custos de decapagem, de movimentação e deposição de escombros, e gastos com a recuperação paisagística.

No entanto, existem outros custos específicos da exploração mineira subterrânea – tais como os custos de ventilação, iluminação, estabilização e monitorização dos maciço.

Optimização económica do desmonte

O método de desmonte, na exploração mineira subterrânea, pode ser economicamente optimizado levando-se em consideração os  seguintes factores:

  • Tempo de corte minimizado em função do equipamento e do tipo de sequência de corte a realizar;
  • Volume a desmontar maximizado em função da dimensão da galeria, estabilidade do maciço e qualidade da rocha;
  • Custos de desmonte minimizados em função do uso de máquina de fio diamantado em certos cortes.

Os Estudos de pré-viabilidade

Para abrir uma exploração mineira subterrânea deve ser efectuado um estudo de pré-viabilidade que deve englobar a análise de um conjunto de parâmetros, tais como:

  • condições geomorfológicas;
  • unidades litológicas;
  • padrão de fracturação;
  • estrutura geológica do jazigo mineral; condições logísticas;
  • valor no mercado dos produtos extraídos.

A realização de um estudo de pré-viabilidade de exploração pode ser uma ferramenta adequada, e bastante importante, para avaliar a situação do jazigo mineral e prever a sua viabilidade económica.

Mediante o interesse que o estudo de pré–viabilidade possa produzir em termos de resultados, poderá avançar-se para o estudo
de viabilidade que, seguindo as linhas do anterior, tem necessariamente de englobar um conjunto de dados mais precisos baseados em estudos de pormenor do maciço marmóreo, em superfície e em profundidade.

Os custos da exploração mineira podem ser mais ou menos controlados consoante o desmonte se realize em subterrâneo ou a céu aberto. De qualquer modo, os estudos de pré-viabilidade servem para projectar a importância dos jazigos minerais e da sua viabilidade económica.

Arquivado em:MINÉRIOS & MINERAIS Marcados com:custos econ, custos económicos, desmonte, estudos de pré-viabilidade, estudos de viabilidade, exploração mineira a céu aberto, exploração mineira subterrânea, indústrias extractivas, jazigos minerais, optimização de custos

Método de Câmaras e Pilares na Exploração do Mármore

7 de Janeiro de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

O desmonte com abandono de pilares, Método de Câmaras e Pilares, dentro do conjunto dos métodos de desmonte em subterrâneo tradicionais de exploração mineira em mármores é o único, à partida, que oferece melhores resultados – atendendo à especificidade da exploração subterrânea de mármores, em termos da conservação da integridade do maciço rochoso adjacente. Qualquer uma das outras duas técnicas (desabamento e entulhamento) permite a fracturação do maciço rochoso e, até mesmo, a sua ruptura o que, provavelmente, conduziria à inviabilização da exploração mineira de mármores.

O Método de Câmaras e Pilares

O Método de Câmaras e Pilares consiste em desmontar a rocha, deixando in situ, por desmontar, determinadas fracções isoladas de rocha da jazida – as quais constituem pilares que exercem a função de suporte do terreno sobrejacente em toda a área interessada pela escavação.

Este tipo de método de desmonte deve ser dimensionado, tendo como base o compromisso entre a segurança e o aproveitamento económico máximo do jazigo mineral. A segurança e a taxa de recuperação estão directamente ligados às dimensões dos pilares que são abandonados e das câmaras que são exploradas.

Como fazer o dimensionamento de desmontes?

O dimensionamento de desmontes na exploração subterrânea de mármores pode ser realizado através da teoria da área tributária e/ou por métodos de análise numérica, nomeadamente utilizando programas computacionais do método de elementos finitos e método das diferenças finitas, entre outros.

A maioria das pedreiras de mármore e de outros tipos de rocha ornamental, com exploração subterrânea, recorre ao método de câmaras e pilares como método de desmonte essencialmente, devido aos seguintes pressupostos:

  • Os elementos de suporte são os pilares (mais barato);
  • Os pilares podem ser dimensionados de modo a não existir fracturas induzidas no maciço (factor de segurança salvaguardando a integridade do jazigo mineral do pontode vista da fracturação);
  • Permitem em geral uma recuperação aceitável (entre 60 – 90 %);
  • Existe a possibilidade de deixar pilares em zonas em que o material não é de tão boa qualidade;
  • Pode-se utilizar a maior parte do equipamento de céu aberto, pois permite cavidades de grandes dimensões;

Caracterização do método de câmaras e pilares

Este método de câmaras e pilares, na exploração subterrânea de mármores, é caracterizado pela existência de galerias rectas e paralelas – embora existam, por vezes, variantes do método em que este paralelismo não existe em virtude das características do jazigo mineral.

Os pilares que normalmente são deixados podem ser de secção rectangular ou quadrada. Em muitas explorações Italianas é, no entanto, utilizada uma variante deste método de desmonte, o método de câmaras e pilares, no qual se formam câmaras de grandes dimensões separadas por pilares barreira, ao invés da malha regular de pilares.

Na exploração mineira subterrânea de mármores, o método de câmaras e pilares é o que oferece melhores resultados – qualquer uma das outras duas técnicas (desabamento e entulhamento), permite a fracturação do maciço rochoso e até mesmo a sua ruptura o que, provavelmente, conduzirá sempre à inviabilização da exploração mineira.

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