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Indústrias Extractivas

Extracção de hulha, lenhite, petróleo bruto, gás natural e outros. Extracção e preparação de minérios metálicos.

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Difíceis Classificações Genéticas dos Jazigos Minerais

25 de Março de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

As classificações genéticas dos jazigos minerais são as mais interessantes em termos científicos – mas também as mais difíceis e complexas.

Porquê?

Ter um perfeito conhecimento do modo de formação dos jazigos minerais permite não só compará-los e agrupá-los em bases gerais válidas para todos como prever, para determinada região, quais os tipos de jazigos que nela podem ocorrer levando-se em consideração os dados geotectónicos.

A formação dos jazigos minerais é, portanto, o critério fundamental para o estabelecimento das classificações genéticas dos jazigos minerais. No que concerne às suas subdivisões, são os caracteres químicos e mineralógicos que fornecem os critérios.

Classificações genéticas dos jazigos minerais: difíceis e complexas

As classificações genéticas dos jazigos minerais são, devido à complexidade dos processos formativos dos jazigos e igualmente ao imperfeito conhecimento que se tem da maior parte deles, as mais difíceis de estabelecer e as mais complexas.

Esta dificuldade e complexidade nas classificações genéticas dos jazidos minerais tem conduzido ao desenvolvimento de classificações geológicas. Isto quer dizer que o critério de base das classificações são os fenómenos geológicos fundamentais da evolução da crosta terrestre.

O que é uma classificação genética?

Uma definição muito simples para classificação genética é a que considera a divisão entre jazigos primários e originais e jazigos e derivados. Enquanto que na primeira divisão são considerados os que conservam as características originais – na segunda consideram-se os que sofreram modificações que lhes alteraram aquelas.

Outra definição para as classificações genéticas dos jazigos minerais, apresenta-se como uma extensão da classificação genética das rochas e considera os seguintes grupos fundamentais:

  • Jazigos magmáticos;
  • Jazigos sedimentares;
  • Jazigos metamórficos.

Nos jazigos magmáticos incluem-se todos os jazigos minerais relacionados com o magmatismo, isto é, jazigos profundos, hipogénicos; o seu estudo é baseado em possíveis relações com magmas de que teriam derivado.

Esta designação magmática é, no entanto, considerada pouco feliz porque existem muitos jazigos minerais cujas relações com o magmatismo são muito obscuras, sem que se possa por em dúvida uma origem profunda para os mesmos.

Nos jazigos sedimentares entram não só os jazigos minerais verdadeiramente sedimentares mas também outros, provenientes de fenómenos de evaporação, de acções de alteração meteórica, etc.,

Nesta definição entram todos os jazigos minerais cuja formação se deve a fenómenos que ocorrem à superfície da Terra.

Os Jazigos metamórficos englobam os jazigos minerais que, posteriormente à sua formação original, sofreram modificações devidas a processos metamórficos e aqueles que se originaram devido ao próprio processo metamórfico, ou seja, os Jazigos metamorfisados e os jazigos metamórficos.

Os grandes grupos de classificações genéticas dos jazigos minerais

Baseada nos grandes processos de formação dos constituintes da crosta terrestre, classificam-se geneticamente os seguintes grandes grupos:

  • jazigos endógenos;
  • Jazigos exógenos;
  • Jazigos metamórficos.

As classificações genéticas dos jazigos minerais são difíceis e complexas. Uma primeira abordagem divide-os entre jazigos magmáticos, jazigos sedimentares e jazigos metamórficos. Depois, surgem as de jazigos endógenos, exógenos e metamórficos.

Embora estas designações sejam mais apropriadas do que as anteriores apresentadas, não deixa de haver uma incoerência entre jazigos endógenos e metamórficos: ambos resultam de processos profundos e, talvez até, correlacionados entre si.

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A Exploração Mineira Em Subterrâneo Tem Custos. Muitos!

18 de Janeiro de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

A exploração mineira em subterrâneo tem, obviamente, custos – necessita de alguns investimentos que podem passar a elevados no caso de se estar a abrir uma nova exploração, ou seja, sem partir de uma já existente a céu aberto.

O investimento a realizar está relacionado, essencialmente, com os seguintes aspectos:

  • Estudos de prospecção e caracterização do jazigo mineral;
  • Estudos técnicos e económicos;
  • Aquisição de alguns equipamentos (essencialmente a roçadora de galeria).

Situações em que os custos são menores

Caso a exploração mineira subterrânea parta de uma corta a céu aberto, poderá ser utilizada a informação geológica e geotécnica existente, pelo que os custos com estes estudos serão menores. O mesmo se passa ao nível dos equipamentos, dado que os meios tecnológicos para exploração subterrânea são os mesmos do céu aberto – com excepção da roçadora para galeria, que terá que ser adquirida ou alugada.

Gastos gerais inerentes à actividade de exploração mineira

Em termos da actividade de exploração mineira em geral existem alguns custos característicos do desmonte a céu aberto que não se verificam em subterrâneo, tais como custos de decapagem, de movimentação e deposição de escombros, e gastos com a recuperação paisagística.

No entanto, existem outros custos específicos da exploração mineira subterrânea – tais como os custos de ventilação, iluminação, estabilização e monitorização dos maciço.

Optimização económica do desmonte

O método de desmonte, na exploração mineira subterrânea, pode ser economicamente optimizado levando-se em consideração os  seguintes factores:

  • Tempo de corte minimizado em função do equipamento e do tipo de sequência de corte a realizar;
  • Volume a desmontar maximizado em função da dimensão da galeria, estabilidade do maciço e qualidade da rocha;
  • Custos de desmonte minimizados em função do uso de máquina de fio diamantado em certos cortes.

Os Estudos de pré-viabilidade

Para abrir uma exploração mineira subterrânea deve ser efectuado um estudo de pré-viabilidade que deve englobar a análise de um conjunto de parâmetros, tais como:

  • condições geomorfológicas;
  • unidades litológicas;
  • padrão de fracturação;
  • estrutura geológica do jazigo mineral; condições logísticas;
  • valor no mercado dos produtos extraídos.

A realização de um estudo de pré-viabilidade de exploração pode ser uma ferramenta adequada, e bastante importante, para avaliar a situação do jazigo mineral e prever a sua viabilidade económica.

Mediante o interesse que o estudo de pré–viabilidade possa produzir em termos de resultados, poderá avançar-se para o estudo
de viabilidade que, seguindo as linhas do anterior, tem necessariamente de englobar um conjunto de dados mais precisos baseados em estudos de pormenor do maciço marmóreo, em superfície e em profundidade.

Os custos da exploração mineira podem ser mais ou menos controlados consoante o desmonte se realize em subterrâneo ou a céu aberto. De qualquer modo, os estudos de pré-viabilidade servem para projectar a importância dos jazigos minerais e da sua viabilidade económica.

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