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Indústrias Extractivas

Extracção de hulha, lenhite, petróleo bruto, gás natural e outros. Extracção e preparação de minérios metálicos.

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Gás natural: a energia ecológica na nova era dos negócios ambientais

21 de Agosto de 2019 by Olinda de Freitas 7 Comentários

O planeta

gás naturalSOS gás natural. Nas últimas décadas temos vindo a assistir a um acelerado desenvolvimento que transformou, e muito, a cara do nosso planeta e que possibilita, por parte dos países mais desenvolvidos, a criação de infra-estruturas e tecnologias competitivas que lhes garantem um crescimento estável e continuado. O reverso do desenvolvimento é, pois, a inimizade com o meio ambiente.

Planeta ameaçado

São várias as ameaças e preocupações ambientais: poluição do ar (buraco na camada de ozono, chuvas ácidas e efeito de estufa), degradação da terra (destruição das florestas, biodiversidade, resíduos sólidos, pesticidas e aumento descontrolado da população em determinadas zonas do planeta), a poluição da água e o rápido esgotamento dos recursos naturais. SOS gás natural.

O que fazer?

A consciência de que as riquezas da terra não são inesgotáveis e de que a totalidade da poluição que se produz, seja ela de que género for, é absorvida pela biosfera gera igualmente a tomada de consciência de que para se poder continuar a usufruir das vantagens do crescimento económico – e do conforto que este oferece – é necessário tomar medidas urgentes para minimizar os seus efeitos nocivos. SOS gás natural.

Gás natural: a energia com, e do, futuro

Energia fóssil, limpa por excelência, o gás natural é extraído directamente da natureza – o que faz com que seja consumido no seu estado de origem sem necessitar de qualquer transformação ou processamento industrial. Esta vantagem, só por si, aliada ao facto de o seu transporte ser realizado através de redes de tubagem enterrada, cuja implantação passa por exigentes e rigorosos estudos de impacte ambiental, faz desta fonte de energia a opção natural face a outras formas energéticas cujo transporte é, geralmente, realizado à superfície.

Esta forma de transporte do gás natural evita os acidentes marítimos, responsáveis pelas marés negras e pela contaminação das águas e ainda os trágicos acidentes de viação que, para além de serem de enorme risco para o ambiente, são, lamentavelmente, responsáveis pela morte de muitas pessoas.

Gás natural ao milímetro

Composto essencialmente por metano, o hidrocarboneto mais leve (CH4), a sua formação provém de um processo de transformação anaeróbia de sedimentos orgânicos sob condições favoráveis de pressão e temperatura ou directamente do magma interno da terra.

O gás natural é, então, extraído de bolsas de gás, ou seja, jazidas naturais subterrâneas cobertas por estratos impermeáveis que impedem a sua saída para o exterior. Para além de se encontrarem geograficamente repartidas pelo subsolo dos continentes e oceanos do mundo inteiro, estas bolsas de gás são muito abundantes e permitem fazer face a muitas décadas de consumo – mesmo que este venha a intensificar-se. SOS gás natural.

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Vamos cavando o buraco até encontrar… petróleo?

23 de Junho de 2019 by Diogo Pinheiro Deixe um comentário

Um dos dramas da sociedade moderna é a dependência do petróleo. Muitas alternativas têm sido testadas (carros eléctricos por exemplo) e algumas com relativo sucesso mas ainda não há uma alternativa capaz de diminuir significativamente a dependência em relação a esta matéria que parece mover o mundo.

De facto, parece que não existe sociedade sem petróleo o que parece não fazer sentido visto que a indústria petrolífera só começou verdadeiramente em meados do século XIX quando o escocês James Young introduziu os primeiros processos de refinação. Há vestígios de utilização de petróleo para aquecimento ou pavimentação de estradas no Egipto em 4000 A. C. e os chineses já faziam perfurações com paus de bambu em 347 A. C., mas a origem da dependência ter-se-á dado muitos séculos mais tarde.

Hoje em dia, o petróleo é essencial em muitas actividades do homem moderno. O carro será o exemplo mais óbvio e quem não sofre quando vai abastecer o seu e vê que o ponteiro do combustível quase não mexe. O petróleo sempre foi caro, muitas (?) vezes por razões políticas e agora sabe-se que as reservas conhecidas estão a entrar em declínio fruto do uso abusivo de que foram alvo.

Há petróleo na Lua?

petróleoDaria imenso jeito, mas esta não se afigura hipótese a ter em conta. Mas… e se houvesse petróleo em Portugal? Na verdade, esta tem sido uma hipótese falada de há uns anos a esta parte e com crescente interesse dada a conjectura económica do nosso país e o estado das reservas de petróleo existentes.

Plausível?

Em 2008 o milionário madeirense Joe Berardo comprou posição numa empresa canadiana que dizia ter encontrado crude suficiente em Portugal para produzir 500 milhões de barris de petróleo. Devido ao investimento de 300 milhões de euros da Galp e da Petrobras, Berardo enchia-se de certezas quanto à existência de petróleo em território nacional.

Em Novembro de 2013, a Petrobras anuncia a desistência da exploração em Portugal (tal como noutros países) para concentrar esforços no Brasil.

Então porquê tamanhos investimentos?

Apesar de até agora ainda não ter sido encontrado petróleo (ou pelo menos produzido em Portugal) muitas vozes parecem concordar com a existência de petróleo no nosso país. Difícil será extraí-lo, não só pelo avultado investimento como também pela geologia do território de Portugal. É expectável que os investimentos continuem à medida que o petróleo vá ficando mais escasso. Na verdade, a chave para encontrar petróleo parece ser a persistência. A Noruega precisou de abrir 32 poços exploratórios até encontrar petróleo no 33º.

No entanto no final, toda esta demanda em torno do chamado “ouro negro” poderá não passar de uma quimera. Uma doce ficção que enche os ouvidos de um país cuja economia sonha com melhores dias e vê no negro do petróleo um brilho capaz de dar outras cores a um país cada vez mais cinzento.

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