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Indústrias Extractivas

Extracção de hulha, lenhite, petróleo bruto, gás natural e outros. Extracção e preparação de minérios metálicos.

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Lavra Subterrânea: Alternativa no Anticlinal Estremoz?

1 de Março de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

Nem sempre a lavra subterrânea foi o método utilizado no Anticlinal de Estremoz, Borba – Vila viçosa. A exploração de mármores foi, até 1997, realizada unicamente a partir de pedreiras a céu aberto, altura em que se inicia a primeira exploração subterrânea a partir de uma delas.

Novos desafios ambientais e políticos

A exploração de mármores no Anticlinal de Estremoz começou a enfrentar novos desafios, nomeadamente relacionados com as exigências ambientais e com as políticas de ordenamento. Isto aliado ao facto das jazidas de boa qualidade aflorantes serem cada vez mais escassas e as que existem encontram-se por baixo de unidades litológicas com pouco ou nenhum valor ornamental, ou de infra-estruturas industriais (instalações, escombreiras, e outros).

Assim, e apesar da quase totalidade das pedreiras actuais serem a céu aberto, dadas as características aflorantes da jazida, urge encontrar novas soluções para a exploração de mármores: a lavra subterrânea.

A lavra subterrânea

A exploração subterrânea assume-se como uma alternativa a considerar para viabilizar as zonas que de outro modo não seriam possíveis de explorar. Também é verdade que os preços de venda do produto que se praticam actualmente não permitem pensar em realizar a lavra subterrânea em recursos de menor qualidade.

A este facto está também associada a elevada fracturação da jazida em algumas zonas, que traria certamente problemas de estabilidade à exploração subterrânea.

Mesmo assim haverá certamente um campo de aplicação vasto para este método de lavra subterrânea, que possibilitará o incremento de receitas mesmo a partir da exploração de mármores a céu aberto em actividade.

Isto pode permitir fazer face ao exigente mercado que dificilmente viabilizará o alargamento das explorações com espessuras elevadas de recobrimento (mais de 20 m) de material de fraca qualidade ornamental, como acontece em várias pedreiras do Anticlinal de Estremoz.

Especificidades do Anticlinal de Estremoz

  • Relevo plano que não permite realizar explorações em flanco de encosta (como em Carrara, Itália);
  • Presença de tensões acumuladas em dobras que podem conduzir a elevados graus de fracturação quando desconfinadas pelas cavidades das explorações, o que dificulta também as operações de corte e obviamente a obtenção de rendimentos variáveis em bloco.

Devido às razões anteriormente mencionadas, e à falta de conhecimento e experiência acumulada, dado o estado inicial da lavra subterrânea no Anticlinal de Estremoz, os projectos de engenharia para exploração subterrânea de mármore devem atender a estas situações, com vista a evitar o descrédito deste novo método de lavra subterrânea.

Exploração subterrânea no Anticlinal de Estremoz

No caso do Anticlinal de Estremoz, as situações que poderiam justificar o início da exploração subterrânea, lavra subterrânea, prendem-se fundamentalmente com os seguintes aspectos:

  • Existência de zonas com material de excelente qualidade sob elevadas coberturas de material estéril (solos e mármore de fraca aptidão ornamental);
  • Áreas licenciadas de reduzidas dimensões o que inviabiliza o alargamento da pedreira e a remoção das camadas superficiais sem interesse comercial;
  • Alguma pressão ambiental relativamente aos impactes na paisagem, causados pelas cortas e principalmente pelas escombreiras.

A eventual aplicação da lavra subterrânea ao Anticlinal de Estremoz precisa de estudos prévios que devem ser efectuados visando o bom aproveitamento da jazida, a garantia de viabilidade da exploração e a presença de estabilidade durante o seu avanço – independentemente de se partir de uma exploração a céu aberto, que constituirá o caso mais frequente, ou da exploração do mármore profundo.

Arquivado em:MINÉRIOS & MINERAIS Marcados com:Anticlinal de Estremoz, exploração a céu aberto, exploração de mármore profundo, exploração de mármores, extracção subterrânea, indústrias extractivas, lavra subterrânea

Exploração Subterrânea de Mármores – Rochas Ornamentais

1 de Dezembro de 2018 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

Uma exploração subterrânea de mármores pode derivar de uma extracção em profundidade ou em flanco de encosta. Em outros casos, porém menos viáveis dados os elevados investimentos de que tal exploração necessitava, a aposta seria no desenvolvimento de uma exploração subterrânea de mármores a grande profundidade a partir de um poço ou rampa.

Algumas definições

Os acessos ao desmonte subterrâneo que se pretende iniciar podem ser do seguinte tipo:

  • Exploração a céu aberto – utilizados os acessos do céu aberto e acessos;
  • Exploração em flanco de encosta – acessos por túnel ou rampa dependente a inclinação do jazigo mineral;
  • Exploração subterrânea profunda – acesso por rampa ou poço que conduz até à jazida.

Desmonte em subterrâneo e lavra mista

São os seguintes os principais factores que podem estar na base da decisão de expansão das explorações a céu aberto através do desmonte em subterrâneo – originando uma lavra mista na exploração subterrânea de mármores:

  • Impedimento de avançar em profundidade por questões de estabilidade, alcance do nível freático, aparecimento de materiais de fraca qualidade, factores económicos, etc.;
  • Impossibilidade de avançar a céu aberto devido a severos constrangimentos ambientais;
  • Custo dos terrenos elevado e/ou acessibilidade difícil;
  • Existência de uma espessura elevada de material de recobrimento sem aptidão ornamental;
  • Futura utilização rendível para o espaço subterrâneo criado pela exploração subterrânea de mármores da pedreira.

Exploração em Flanco de Encosta: amiga do ambiente

No caso de uma exploração em flanco de encosta é mais fácil iniciar directamente uma exploração subterrânea, nomeadamente quando a jazida apresenta uma geometria favorável. A escolha deste tipo de exploração, no caso da exploração em flanco de encosta, pode também ser motivada por questões ambientais, dado que o desmonte em subterrâneo minimiza os impactes ambientais sobre a paisagem e reduz a produção de escombros.

Avanços tecnológicos e o desmonte

Com o avanço da tecnologia das rochas ornamentais, que tem conduzido à introdução crescente de meios mecanizados como roçadoras ou máquinas de fio diamantado, assiste-se a uma maior preservação das características do jazigo mineral durante a sua exploração. Com estes equipamentos, o recurso a explosivos para desmonte de rocha só é realizado em situações muito esporádicas e em trabalhos preparatórios.

Assim, a evolução tecnológica é também responsável pela mudança dos métodos de desmonte, permitindo um aumento considerável da produtividade e do rendimento das explorações.

Factores determinantes para a exploração subterrânea de mármores

Os principais factores que devem ser estudados para a abertura de uma exploração subterrânea de mármores, podendo assim determinar a sua viabilidade, são os seguintes:

  • Forma da jazida;
  • Características geológicas da jazida;
  • Fracturação;
  • Características estruturais da jazida;
  • Características geomecânicas do maciço;
  • Estado de tensão in situ;
  • Dimensões possíveis para as cavidades;
  • Recuperação da jazida;
  • Rendimento.

E durante a fase de projecto de engenharia da exploração?

Numa exploração subterrânea de mármores, rochas ornamentais, e durante a fase de projecto de engenharia, devem ser considerados os seguintes aspectos:

  • Método de exploração;
  • Equipamento mineiro;
  • Acessos;
  • Ventilação;
  • Iluminação;
  • Drenagem;
  • Ritmos de produção;
  • Rentabilidade económica;
  • Uso do espaço subterrâneo.

A exploração subterrânea de mármores, e das restantes rochas ornamentais, apresenta algumas especificidades – destacando-se a que se centra no facto de não ser desejável a indução de fracturas no maciço rochoso com a abertura das cavidades de exploração.

Este fenómeno, em caso de ocorrência, resultaria numa diminuição da dimensão da blocometria disponível para exploração e, por conseguinte, numa redução do rendimento do desmonte. O controlo da estabilidade das cavidades assume-se como um aspecto fundamental e que deve ser salvaguardado, de modo a ser mantida a integridade do jazigo mineral e a potenciar uma futura utilização do espaço subterrâneo criado.

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As Minas de Calcário Fazem Vidas, têm tanto para Contar

29 de Novembro de 2018 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

Grande parte das minas de calcário, mais conhecidas por pedreiras, são lavradas a céu aberto e em muitas zonas, por razões técnicas ou ambientais, dá-se a designação de lavra subterrânea para a produção de calcário.

O trabalho nas minas de calcário, isto é, a exploração a céu aberto, é efectuado por fases. São elas:

  • remoção do capeamento;
  • perfuração;
  • desmonte por explosivos;
  • transporte para processamento.

O que condiciona o trabalho nas minas de calcário a céu aberto?

Nas minas de calcário a sua exploração a céu aberto varia em função da particularidade de cada operação, da capacidade de produção, do tamanho e da forma do depósito, da distância de transporte, da estimativa da vida útil da mina,  da localização em relação aos centros urbanos.

É igualmente condicionada, a exploração a céu aberto das minas de calcário, por factores sócioeconómicos onde podem incluir-se os valores dos produtos e as condições de segurança e ambiente associadas aos trabalhos nos jazigos.

Saiba que a remoção do capeamento é o principal elemento no custo da exploração a céu aberto das minas de calcário.

Isto quer dizer para cada operação ou situação, há sempre um minério estéril economicamente viável, sendo a escala de produção o elemento responsável pela viabilidade económica de muitas minas.

Já pensou que são tantas vezes os jazigos minerais, nomeadamente nas minas de calcário, que fixam as pessoas em determinadas regiões?

Como são processadas as minas de calcário?

São as especificações do produto final, em termos de uso, que fazem depender o processamento das rochas carbonatadas nas minas calcárias, nomeadamente a selecção, o trabalho manual, a britagem em estágio unitário e o peneiramento – estas operações não requerem controlos de especificações rígidos.

Já no que concerne à obtenção de produtos para aplicações consideradas nobres, é preciso um circuito de processamento bem mais complexo, nomeadamente quando se pretende extrair produtos para as indústrias de papel, plásticos, tintas ou borrachas. Em casos como este há a exigência de prática na moagem porque pode haver, por mínima que seja, contaminação através do ferro.

O material utilizado nestes casos refere-se aos moinhos tipo Raymond e, em casos mais críticos, moinhos autógeno e/ou de bolas são utilizados – revestidos de forma especial.

Saiba que a contaminação por ferro é a responsável pela queda na alvura dos produtos de rochas carbonatadas e também pela diminuição do seu valor agregado nas minas de calcário.

Para a remoção de impurezas e para a concentração de calcário, no processamento de produtos das minas de calcário, são utilizados processos como a flotação, a separação magnética, entre outros.

São obtidos, desta forma, os produtos de carbonato com elevados índices de pureza e corresponderem, desta feita, às necessidades do mercado a que se destinam!

Poderá encontrar mais informação sobre esta temática aqui.

Arquivado em:MINÉRIOS & MINERAIS Marcados com:calcário;, exploração a céu aberto, minas de calcário, processamento, rochas carbonatadas

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