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Indústrias Extractivas

Extracção de hulha, lenhite, petróleo bruto, gás natural e outros. Extracção e preparação de minérios metálicos.

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Exploração e Transformação do Granito: Norte Abundante

23 de Julho de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

A exploração e transformação do granito é uma actividade característica do norte de Portugal porque é precisamente no norte onde esta rocha é abundante.

O granito é uma rocha ígnea, magmática plutónica, resultado da solidificação do magma a grandes profundidades.

Como se desenvolve?

As rochas que envolvem o granito, ao impedirem a libertação do calor, não permitem um rápido arrefecimento do magma – isto retarda a sua solidificação. Desta forma, os minerais constituintes do granito têm o tempo necessário para se desenvolver.

É por isso que o granito possui aquela textura granular!

Saiba que os principais minerais que constituem o granito são o quartzo transparente, o feldspato e as micas (biotita escura):

  • O quartzo (SiO2) é possuidor de dureza 7 na escala mohs – o que lhe permite, por exemplo, riscar o vidro. É de tenacidade considerada baixa, o que o torna quebradiço e pouco resistente à flexão;
  • O Feldspato (KAlSi3O8) apresenta igualmente uma tenacidade considerada baixa, o que lhe confere características similares ao quartzo apesar de ser um pouco menos duro;
  • As micas podem ser encontradas nos granitos assumindo diferentes formas, sendo que a mais comum é a biotita – com uma tenacidade superior à do quartzo e à do feldspato. Esta propriedade torna-a na mais elástica das componentes do granito.

Saiba que a coloração do granito é principalmente influenciada pela cor dos feldspatos e que os granitos ocorrem tanto sob a forma de maciços rochosos como em matagões (blocos arredondados).

É bastante comum, no interior de maciços graníticos, que ocorram outros tipos de rochas ígneas de cores mais claras e cristalizadas a partir do magma residual como, por exemplo, pegmatitos e aplitos. Esta ocorrência é devida à presença de diques ou veios formados pelo preenchimento na rocha recém-consolidada.

Em jeito de resumo, são as seguintes as propriedades do granito:

  • estrutura-maciça;
  • granulometria com grãos consideravelmente grandes se comparados aos das rochas vulcânicas;
  • dureza por ser composto de quartzo e feldspato;
  • densidade de 2,56g/cm³;
  • absorção/porosidade relativamente baixas (a sua capacidade de absorção é de 0,4%);
  • resistência à compressão em torno de 131MPa (mais resistente do que o mármore);
  • resistência à flexão em torno de 8MPa (um pouco maior que a do mármore).

No norte, existem bastantes empresas que se dedicam à exploração e transformação do granito.

O caso da Granitos do Norte, Lda. na exploração e transformação do granito

A empresa Granitos do Norte, Lda., de exploração e transformação do granito, opera no mercado desde 1990, altura da sua fundação. A sua actividade centraliza-se no desenvolvimento de diversos trabalhos ligados à área da exploração e transformação de granito – assim como na realização de obras de domínio público e privado.

Saiba que poderá encontrar, nesta empresa de exploração e transformação de granito, uma exposição permanente dos produtos disponíveis.

As instalações da sede são no marco de Canavezes, Favões, assim como a unidade de extracção de granito cinzento; a unidade de extracção de granito amarelo está localizada em Mondim de Basto.

O rigor e constante acompanhamento de qualidade caracterizam esta empresa de exploração e transformação de granito. Poderá contactá-la através daqui.

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Origem das Rochas: A Valorização Recente do Vulcanismo

17 de Dezembro de 2018 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

A origem das rochas suscita dúvidas. No entanto, e no contexto das mineralizações, os estudos sobre a origem das rochas incidem mais sobre as relações com as grandes unidades litológicas, que as encerram, do que sobre os fenómenos geológicos que as geram.

O papel do vulcanismo

origem das rochasSensivelmente até aos anos noventa, dominava a ideia de que o vulcanismo desempenhava um papel completamente secundário nas concentrações dos elementos das rochas. Na verdade, havia a grande tendência para se limitar esse papel a algumas substâncias particularmente susceptíveis de sublimação – como, por exemplo, o enxofre e os respectivos depósitos vulcânicos das solfataras.

Era ainda atribuído ao vulcanismo, nisto da origem das rochas, a formação de concentrações de boro, nalgumas mineralizações bem pobres e dispersas. E era só. Nos nossos dias, devido aos estudos levados a cabo depois da última guerra mundial, o papel do vulcanismo é considerado muito importante. Porquê?

Perante a origem da rochas, deve-se ao vulcanismo as concentrações de elementos e também o transporte de outros de zonas mais profundas da crosta terrestre. Mais: talvez esse transporte se efectue da parte externa do manto para zonas mais superficiais, onde essas substâncias são recuperadas pelo metamorfismo regional e pela granitização.

Que concentrações dependem do vulcanismo?

Existem três grupos de concentrações dependentes do vulcanismo na origem das rochas:

  • concentrações de vulcanismo básico;

Este é um vulcanismo que se origina num estádio geossinclinal, submarino, ante-orogénico ou do tipo ofiolítico;

  • concentrações de vulcanismo andesítico, pós-orogénico;
  • concentrações de vulcanismo alcalino.

As mineralizações e o vulcanismo

As mineralizações de crómio, cobre, pirite de ferro, entre outras, estão relacionadas com o vulcanismo ofiolítico na questão da origem das rochas. Estas mineralizações são constituídas, na sua maioria, por pequenos jazigos.

Já dependentes do vulcanismo andesítico, pós-orogénico, estão – entre outras – as concentrações de cobre, ouro, prata, estanho, chumbo e antimónio. Estas mineralizações, relacionadas com o vulcanismo andesítico, são caracterizadas por paragéneses muito variadas, ricas e complexas – onde os sulfossais desempenham papel importante.

As mineralizações relacionadas com o vulcanismo alcalino, isto é, com os carbonatitos, foram apenas reconhecidas apenas após a última guerra. Os carbonatitos, como o indica a designação, são rochas essencialmente carbonatadas.

As rochas carbonatadas

Estas rochas surgem sob a forma filoniana e o modo de jazida mais comum é no interior dos aparelhos vulcânicos. Saiba que, nos nossos dias, são estas as rochas que constituem a principal fonte dos minérios das terras raras. Existem, no entanto, alguns carbonatitos com concentrações relativamente elevadas de apatite. O que se faz com elas? Exploraram-se para fertilizantes.

A origem das rochas é um estudo que tem permanecido ao longo do tempo. Mais recentemente, terá começado a ser dada a devida importância ao vulcanismo e mineralizações associadas.

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Calcário e Dolomito: A Riqueza do Carbonato de Cálcio

6 de Dezembro de 2018 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

A extração de calcário e dolomito possui uma utilidade multifacetada, imensa, comparativamente a outros tipos de rochas. Na indústria da construção, calcário e dolomito servem para fazer blocos, material para agregados, cimento, cal e também rochas ornamentais – uma variedade fora do comum.

Na indústria siderúrgica, por exemplo, estas rochas são usadas como agentes de remoção de enxofre ou fósforo. Outras actividades fazem-lhes uso através de abrasivos, correctivos de solos, entre outros.

Sabia que existem grandes reservas de rochas carbonatadas, como calcário e dolomito, apesar de serem poucas as suas reservas puras e ricas em calcita? Saiba que a calcita é o principal componente mineralógico dos calcários puros – assim como dos mármores.

O carbonato de cálcio no dia a dia

Apesar de não ser do conhecimento geral, encontrar carbonato de cálcio é bastante fácil em muitas das actividades que decorrem na vida de uns e de outros, assim como em produtos. Ora veja:

  • calcário e dolomitonos materiais de construção civil;
  • na produção de alimentos alimentos;
  • na purificação do ar;
  • no tratamento de esgotos;
  • no refinar do açúcar;
  • na pasta de dentes;
  • na fabricação de vidros e de aço;
  • na fabricação de papéis, plásticos, tintas, cerâmica.

Na verdade, o carbonato de cálcio está presente em muitos sectores da indústria desempenhando, tantas vezes, uma presença absolutamente invisível!

Em termos de vulgaridade das rochas carbonatadas, as mais comuns – e também as mais comercializadas a nível mundial – são o calcário e dolomito, seguindo-se o mármore.

Com características químicas muito importantes, calcário e dolomito são rochas cuja classificação mineralógica é menos relevante. Importante mesmo é a especificação respeitante à tolerância de quantidade máxima de impurezas.

Calcário e dolomito em estudo constante

São constantes as pesquisas sobre o desenvolvimento de novos produtos baseados, no calcário e dolomito, no carbonato de cálcio. 

Existem empresas que se dedicam, paralelamente à sua actividade de extracção, ao estudo e desenvolvimento de novas potencialidades nas jazidas de calcário e dolmito. Veja-se, por exemplo, o caso do Grupo Brasileiro Pirineus que detém o monopólio da matéria prima, carbonato de cálcio, para produzir pasta de dentes no centro-oeste e norte do Brasil.

O IBRAM, Instituto Brasileiro de Mineração, tem como  missão congregar, representar, promover e divulgar a indústria mineira brasileira, fornecendo, assim, o seu contributo para a competitividade deste sector no Brasil e no mundo. Ademais, é intenção deste instituto fomentar o desenvolvimento sustentável e o uso das melhores práticas de segurança e saúde ocupacional no sector mineiro, estimulando os estudos, a pesquisa, o desenvolvimento, a inovação e o uso das tecnologias de vanguarda disponíveis.

Neste contexto, o IBRAM fornece constantemente variada e actualizada informação sobre o sector mineiro. Todas as actualizações podem ser consultadas no Instituto Brasileiro de Mineração.

Boas leituras!

Fonte da imagem

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