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Indústrias Extractivas

Extracção de hulha, lenhite, petróleo bruto, gás natural e outros. Extracção e preparação de minérios metálicos.

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Vai Avaliar o Grau de Fracturação dos Maciços Rochosos?

16 de Outubro de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

Uma alternativa para avaliar o grau de fracturação de um maciço é a contagem do número de diaclases por metro. A classificação do espaçamento entre diaclases pressupõe cinco classes e cada uma corresponde às designações de:
• muito próximas;
• próximas;
• medianamente afastadas;
• afastadas;
• muito afastadas.

É importante perceber que, nesta forma de avaliar o grau de fracturação dos maciços, a extrapolação dos resultados só será aceitável se o afastamento entre descontinuidades for idêntico.

Rock Quality Designation: outro índice de avaliação

avaliar o grau de fracturação dos maciçosRock Quality Designation (RQD) refere-se a um índice de um sistema de classificação desenvolvido para avaliar o grau de fracturação dos maciços e também o estado de alteração.

Este índice, Rock Quality Designation, indicativo da qualidade dos maciços rochosos, terá sido definido a partir dos testemunhos de sondagens realizadas com recuperação contínua de amostra.

Bastante utilizado a nível internacional para avaliar a qualidade dos maciços rochosos, este índice é definido como a percentagem determinada pelo quociente entre o somatório dos troços de amostra com comprimento superior a 10 cm e o comprimento total furado em cada manobra.

Atenção! A determinação do Rock Quality Designation deve ser efectuada apenas em sondagens com diâmetro superior a 55 mm, com amostradores de parede dupla ou tripla!

Descrição Geotécnica Básica dos maciços rochosos

A Descrição Geotécnica Básica constitui um sistema de classificação para estruturar a informação essencial para avaliar o grau de fracturação dos maciços. Os seus objectivos são:

  • constituir um código de linguagem que permita a descrição de maciços rochosos no que concerne ao seu comportamento mecânico, de forma não ambígua – poderem ser classificados sempre da mesma forma;
  • fornecer informação quantitativa que possibilite a resolução de problemas práticos;
  • basear-se, preferencialmente, em medições bastante simples em detrimento da observação directa dos maciços rochosos ou de tarolos de sondagem neles realizados.

O sistema classificativo Descrição Geotécnica Básica considera que devem ser incluídos os seguintes parâmetros para a avaliação:

  • a caracterização geológica;
  • duas características estruturais dos maciços rochosos: a espessura de camadas e o espaçamento entre fracturas;
  • duas características mecânicas: a compressão simples do material rocha e o ângulo de atrito das descontinuidades.

A não esquecer

A Descrição Geotécnica Básica deve ser aplicada após a realização de um zonamento prévio do maciço a classificar, ou seja, depois de serem identificadas as zonas em que, dentro de cada uma, haja certa uma uniformidade de propriedades.

Este zonamento pode ser feito com base em variações de litologia, no estado de alteração, no grau aferido depois de avaliar o grau de fracturação dos maciços, entre outras.

Existem alguns sistemas de classificação para aferir o estado de alteração e o grau de fracturação dos maciços rochosos. Só tem de escolher o mais adequado!

Fonte da imagem

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Maciços Rochosos: Classificar para Aferir a Qualidade

7 de Julho de 2019 by Olinda de Freitas Deixe um comentário

Como classificar os maciços rochosos levando em consideração a sua estrutura geológica e o estado de alteração das rochas?

As características de qualidade dos maciços rochosos têm que ver, essencialmente, com o seu estado de alteração e estado de fracturação. Também a água influencia a sua estabilidade.

Classificação dos maciços rochosos pelo estado de alteração

O estado de alteração é analisado através de métodos de observação. Nos solos, por exemplo, é imensamente útil a indicação da facilidade com que se desmonta o material com determinados tipos de ferramentas. Nas rochas, outro exemplo, é costume referir-se a maior ou menor facilidade com que se parte o material, através da utilização de um martelo de mão, ou a sua coloração e brilho como consequência da alteração de certos minerais – tais como feldspatos e minerais ferromagnesianos.

O número de graus que se considera em relação ao estado de alteração de uma dada formação é variável com o tipo de problema e, consequentemente, com a necessidade de pormenorizar a respectiva informação. No entanto, na maioria dos casos consideram-se cinco graus de alteração dos maciços rochosos.

Em sondagens com recuperação contínua de amostra, um indicador muito utilizado para prestar informação relativamente ao estado de alteração das rochas atravessadas, é o da percentagem de recuperação resultante das operações de furação nos maciços rochosos.

Como calcular a percentagem de recuperação?

Consegue-se obter a percentagem de recuperação multiplicando por 100 o quociente entre a soma dos comprimentos de todos os tarolos obtidos numa manobra e o comprimento do trecho furado nessa manobra.

Embora não seja conhecida qualquer tabela de classificação de rochas em face de percentagem de recuperação, e apesar de se ter em conta que este valor pode ser altamente influenciado pela qualidade do equipamento de furação, pela competência do operador e por particularidades litológicas ou estruturais das formações geológicas, considera-se vulgarmente que os maciços rochosos são:

  • pouco alterados, o que indica, por princípio, boa qualidade, quando se consegue obter percentagens superiores a 80%;
  • muito alterados, o que indica má qualidade, para percentagens inferiores a 50%;
  • medianamente alterados para valores intermédios.

E em relação ao estado de fracturação dos maciços rochosos?

Quanto ao estado de fracturação dos maciços rochosos há uma panóplia de critérios semelhantes entre si na classificação do espaçamento entre diaclases. Regra geral, existem na mesma cinco classes e cada uma corresponde às designações de:

  • muito próximas;
  • próximas;
  • medianamente afastadas;
  • afastadas;
  • muito afastadas.

É o estado de alteração e, igualmente, o estado de fracturação que permite classificar os maciços rochosos e aferir a sua qualidade.

Se para caracterizar o estado de alteração é utilizado o método de observação, o mesmo se aplica ao estado de fracturação – recorrendo-se muito ao cálculo da percentagem de recuperação.

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