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Energia do Carvão: O Legado Histórico e os Desafios Atuais

Energia do Carvão: O Legado Histórico e os Desafios Atuais

COMBUSTIVEIS FÓSSEIS | 2 de Fevereiro, 2026

LEITURA | 15 MIN

A energia do carvão tem uma história longa no Brasil, ajudando a economia a crescer e garantindo luz quando outras fontes falham. Mas o tempo passa e as coisas mudam. Hoje, o setor enfrenta grandes desafios, principalmente com o meio ambiente e a necessidade de se modernizar. Vamos dar uma olhada em como essa fonte de energia, a energia do carvão, se encaixa no nosso futuro.

Pontos Principais

  • A energia do carvão foi importante para o desenvolvimento econômico do Brasil, criando empregos e servindo como apoio em momentos de escassez de outras fontes de energia.
  • O setor enfrenta desafios ambientais, especialmente as emissões de CO2, mas busca soluções como a captura de carbono e a modernização das usinas existentes.
  • Há um potencial para aproveitar subprodutos da geração a carvão, como a amônia para fertilizantes, integrando o setor a novas cadeias produtivas.
  • A transição energética justa é um tema central, com leis sendo criadas para dar tempo ao setor carbonífero de se adaptar, com o apoio de centros de tecnologia.
  • Investimentos sociais e educacionais, como os feitos pela SATC, mostram um compromisso com a comunidade e o desenvolvimento de novas gerações ligadas à energia do carvão.

O Papel Histórico da Energia do Carvão no Brasil

A energia do carvão desempenhou um papel significativo na trajetória de desenvolvimento do Brasil, especialmente em momentos cruciais para a expansão econômica e a estabilidade energética do país. Sua contribuição se manifestou de diversas formas, moldando a infraestrutura e o crescimento industrial.

Contribuição para a Expansão Econômica e Emprego

O setor carbonífero, particularmente nas regiões Sul do Brasil, tem sido um motor importante para a economia local e nacional. A extração e o uso do carvão geraram um número considerável de empregos diretos e indiretos, movimentando a economia com impostos e contribuições. Em 2026, o setor carbonífero no sul do Brasil é um exemplo de vitalidade econômica, sustentando milhares de empregos e gerando receita tributária e para o PIB [89a0]. Essa atividade impulsionou o desenvolvimento de infraestruturas e indústrias associadas, criando um ciclo virtuoso de crescimento.

Suporte em Períodos de Crise Hídrica e Baixa de Renováveis

Em um país com forte dependência de fontes hídricas para geração de energia, os períodos de escassez hídrica ou baixa produtividade de fontes eólicas e solares sempre representaram um desafio. Nesses momentos, as usinas termelétricas a carvão se tornaram um recurso indispensável para garantir o suprimento energético contínuo. Elas funcionam como uma reserva de capacidade, assegurando que a demanda por eletricidade seja atendida, mesmo quando as fontes renováveis não conseguem suprir a necessidade. Essa capacidade de resposta rápida é vital para evitar apagões e manter a estabilidade do sistema elétrico nacional.

A Evolução da Matriz Energética Brasileira

Ao longo das décadas, a matriz energética brasileira passou por transformações significativas. Embora as fontes renováveis, como a hidrelétrica, eólica e solar, tenham ganhado destaque, a energia do carvão manteve sua relevância como um componente complementar e estratégico. Sua participação, embora menor em termos percentuais na capacidade total de geração, é fundamental para a segurança energética. A modernização das usinas existentes e a busca por tecnologias mais limpas indicam um caminho de adaptação, visando manter a contribuição do carvão de forma mais sustentável dentro de um cenário energético em constante mudança.

Desafios Ambientais e Tecnológicos da Energia do Carvão

A geração de energia a partir do carvão, embora historicamente relevante, enfrenta hoje obstáculos significativos relacionados ao meio ambiente e à tecnologia. A principal preocupação reside nas emissões de gases de efeito estufa, especialmente o dióxido de carbono (CO2), liberados durante a queima do carvão. Mitigar essas emissões é um passo fundamental para alinhar o setor com as metas globais de sustentabilidade e combater as mudanças climáticas.

Mitigação das Emissões de CO2

Para reduzir o impacto ambiental, diversas estratégias estão em desenvolvimento. A otimização da eficiência das usinas termelétricas existentes é uma delas. Isso envolve a modernização de equipamentos para queimar o carvão de forma mais completa, gerando mais energia com menos emissões por unidade produzida. Outra frente de atuação é a busca por tecnologias que permitam a captura do CO2 antes que ele chegue à atmosfera. O objetivo é diminuir a pegada de carbono do setor, tornando-o mais compatível com um futuro de baixo carbono. A busca por um caminho para o acesso universal à eletricidade passa também por essas adaptações [d436].

Desenvolvimento da Captura e Armazenamento de Carbono

A captura e o armazenamento de carbono (CCS – Carbon Capture and Storage) representam uma das tecnologias mais promissoras para lidar com as emissões de CO2. O processo envolve a separação do CO2 dos gases de combustão e seu posterior armazenamento seguro em formações geológicas subterrâneas. Embora ainda em fase de desenvolvimento e com custos a serem otimizados, a CCS tem o potencial de reduzir drasticamente as emissões de usinas a carvão. Pesquisas em centros tecnológicos buscam tornar essa tecnologia mais acessível, com metas de redução de custos por tonelada de carbono capturada.

Modernização das Usinas Termelétricas Existentes

O parque termelétrico a carvão no Brasil possui usinas com idade média considerável. A modernização dessas instalações é essencial para aumentar sua eficiência energética e reduzir as emissões. Isso pode incluir a atualização de caldeiras, sistemas de controle e equipamentos auxiliares. Usinas mais eficientes não só emitem menos CO2, mas também podem operar de forma mais econômica. A adaptação a um setor elétrico em transformação é um desafio constante.

A transição para fontes de energia mais limpas é um processo complexo que exige investimentos em novas tecnologias e a adaptação das infraestruturas existentes. O setor carbonífero, ao buscar soluções para seus desafios ambientais, contribui para a diversificação da matriz energética e para a segurança do suprimento elétrico do país.

Inovações e Subprodutos da Geração a Carvão

A geração de energia a partir do carvão, embora associada a desafios ambientais, também abre portas para um aproveitamento mais completo do recurso, transformando o que antes era visto como resíduo em matéria-prima valiosa para outros setores. Essa abordagem não só melhora a eficiência do processo, mas também cria novas cadeias produtivas e oportunidades econômicas.

Aproveitamento de Cinzas e Subprodutos para Novos Setores

As cinzas resultantes da queima do carvão, muitas vezes descartadas, possuem características que as tornam úteis em diversas aplicações. Elas podem ser empregadas na fabricação de cimento, blocos de construção e até mesmo em pavimentação, reduzindo a necessidade de extração de matérias-primas virgens e diminuindo o volume de resíduos. Além disso, a busca por terras raras em passivos ambientais associados à mineração de carvão é uma área de pesquisa promissora.

Produção de Amônia para Fertilizantes Agrícolas

Um dos subprodutos mais interessantes da geração a carvão é a amônia. Este composto é um componente chave na produção de fertilizantes nitrogenados, que são vitais para a agricultura moderna. Ao gerar amônia como um coproduto, as usinas termelétricas a carvão podem contribuir diretamente para o setor agropecuário, fornecendo insumos essenciais para o aumento da produtividade de culturas importantes para o país.

Potencial para Inserção em Cadeias Produtivas Estratégicas

O carvão mineral, quando visto sob a ótica da economia circular, tem um potencial significativo para se integrar a cadeias produtivas estratégicas. Além do uso de cinzas e da produção de amônia, pesquisas exploram a viabilidade de utilizar outros componentes do carvão ou seus derivados em processos industriais diversos. Essa diversificação de uso é fundamental para a sustentabilidade e competitividade do setor a longo prazo.

A transformação de subprodutos em recursos é um caminho inteligente para maximizar o valor da energia gerada e minimizar o impacto ambiental. A inovação tecnológica é a chave para desbloquear todo esse potencial.

Inovações como a captura de carbono e o aproveitamento de cinzas demonstram que o setor carbonífero está buscando novas formas de operar de maneira mais integrada e sustentável com a economia.

A Transição Energética Justa e o Futuro do Setor Carbonífero

Legislação e Contratualização para Adaptação do Setor

O setor carbonífero brasileiro, especialmente em Santa Catarina, enfrenta um período de redefinição frente aos compromissos globais de neutralidade climática. A aprovação de leis como a Federal nº 14.299/22 e a Estadual nº 18.330/22 representa um marco nesse processo. A lei federal, por exemplo, assegurou a contratualização do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda até 2040. Essa medida é fundamental, pois concede um prazo considerável para que toda a cadeia produtiva do carvão se adapte às novas realidades energéticas e ambientais, sem um colapso abrupto.

O Papel do Centro Tecnológico SATC na Inovação

O Centro Tecnológico SATC (anteriormente CTCL) tem se posicionado como um polo de inovação para o setor. Suas atividades vão desde o controle de qualidade do carvão até a pesquisa e desenvolvimento de novas aplicações. Projetos voltados para a captura e armazenamento de carbono (CCS), a produção de amônia para fertilizantes a partir de subprodutos do carvão, e a extração de terras raras de passivos ambientais demonstram um esforço para diversificar e agregar valor à cadeia produtiva. Essa busca por novas tecnologias é essencial para a sustentabilidade e a competitividade do setor a longo prazo.

Garantia de Tempo para Adaptação da Cadeia Produtiva

A transição energética justa não se trata apenas de substituir fontes de energia, mas de garantir que as comunidades e os trabalhadores dependentes de setores em declínio não sejam deixados para trás. A extensão dos contratos de usinas a carvão, como a mencionada anteriormente, oferece um período de estabilidade. Durante esse tempo, é possível planejar e implementar estratégias de requalificação profissional, diversificação econômica regional e desenvolvimento de novas indústrias que possam absorver a mão de obra e o conhecimento técnico existente. A contratação de consultorias especializadas, como a FGV para o Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina, é um passo importante para estruturar esse processo de forma organizada e inclusiva.

A redefinição do papel do carvão na matriz energética exige um planejamento cuidadoso que equilibre as necessidades de segurança energética com os imperativos ambientais e sociais. A inovação tecnológica e a legislação adequada são ferramentas poderosas para gerenciar essa complexa transição, buscando um futuro mais sustentável sem comprometer o desenvolvimento socioeconômico das regiões produtoras.

Investimento Social e Educacional Associado à Energia do Carvão

A energia do carvão, apesar dos desafios que apresenta, tem um histórico de contribuição significativa para o desenvolvimento social e educacional das regiões onde atua. Esse legado se manifesta através de iniciativas que buscam fortalecer a comunidade e preparar as novas gerações para o futuro.

Iniciativas de Apoio a Entidades Filantrópicas

O setor carbonífero tem um compromisso com o bem-estar social, materializado pelo apoio a diversas entidades filantrópicas. Um exemplo notório é o projeto "Carvão Amigo", que estende sua ajuda a doze instituições, impactando positivamente a vida de muitas pessoas. Além disso, o setor apoia programas importantes como o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) da Polícia Militar, os Protetores Ambientais da Polícia Militar Ambiental, o Pelotão Esperança do 28º GAC e o Projeto Golfinhos do Corpo de Bombeiros. Essas parcerias são fundamentais para a construção de um futuro mais seguro e consciente.

Fortalecimento do Vínculo Comunitário e Gerações Futuras

O envolvimento com a comunidade vai além do apoio a projetos sociais. O setor também investe em atividades esportivas que unem as pessoas e promovem um estilo de vida saudável. A Taça Carvão+, organizada pela Liga Atlética da Região Mineira (LARM), é um exemplo de como o esporte amador é incentivado. A parceria com o Criciúma Esporte Clube, incluindo o patrocínio master do Projeto Tigrinhos, demonstra um compromisso com a formação de jovens. Este projeto oferece atividades esportivas e educacionais para mais de mil crianças e adolescentes, cultivando talentos e valores desde cedo.

Legado em Educação Técnica e Superior pela SATC

Um dos pilares mais importantes do investimento social e educacional do setor carbonífero é a SATC (Centro de Tecnologia). Fundada em 1959 por iniciativa da indústria, a SATC se tornou uma referência nacional em educação técnica e superior. As empresas do setor destinam 1% do seu faturamento bruto mensal para a instituição, o que garante ensino de qualidade para mais de oito mil alunos em diversos níveis. A SATC não apenas forma profissionais qualificados para o mercado de trabalho, mas também é um centro de inovação, pesquisando soluções para o futuro do setor, como a captura de CO2 e o aproveitamento de subprodutos do carvão. Este compromisso com a educação e a inovação é um legado duradouro que impulsiona o desenvolvimento regional e a transição energética justa.

A SATC representa um modelo de como a indústria pode reinvestir em conhecimento e desenvolvimento humano, criando um ciclo virtuoso de aprendizado e progresso para a comunidade e para o próprio setor.

Conclusão: Um Olhar para o Futuro do Carvão

O carvão, com seu longo histórico na geração de energia, enfrenta agora um momento de reavaliação. Enquanto a busca por um futuro com menos emissões avança, o setor busca caminhos para se adaptar. Isso inclui modernizar as usinas existentes, torná-las mais eficientes e explorar o uso de subprodutos, como na fabricação de fertilizantes. Além disso, tecnologias como a captura de carbono estão em desenvolvimento para reduzir o impacto ambiental. A transição para fontes mais limpas é um processo complexo, e o papel do carvão nesse cenário em mudança ainda está sendo definido, com esforços focados em garantir uma transição que considere tanto as necessidades energéticas quanto a responsabilidade ambiental e social.

Perguntas Frequentes

Por que o carvão ainda é importante para a energia no Brasil?

O carvão é como uma energia reserva. Quando as outras fontes, como a hidrelétrica (água), eólica (vento) ou solar (sol), não conseguem gerar energia suficiente, as usinas de carvão entram em ação para não deixar faltar luz. Isso é especialmente importante em épocas de seca ou quando o vento não sopra.

O que são as usinas termelétricas a carvão?

São usinas que usam o carvão para esquentar a água e criar vapor. Esse vapor gira uma turbina, que por sua vez faz um gerador funcionar, produzindo eletricidade. Elas são chamadas de ‘termo’ porque usam calor.

O carvão causa muita poluição?

Sim, a queima do carvão libera gases que não fazem bem para o planeta, principalmente o CO2, que contribui para o aquecimento global. Por isso, estão sendo criadas tecnologias para diminuir essa poluição, como a captura do carbono antes dele ir para a atmosfera.

O que é a ‘transição energética justa’?

É um plano para mudar a forma como produzimos energia, saindo das fontes mais poluentes para as mais limpas, mas sem prejudicar as pessoas que trabalham nesse setor e as comunidades que dependem dele. É garantir que a mudança seja boa para todos.

O carvão pode virar outras coisas além de energia?

Sim! As cinzas que sobram da queima do carvão e outros materiais podem ser usados para fazer cimento, asfalto e até fertilizantes para as plantações. Isso ajuda a aproveitar melhor o carvão e a criar novos produtos.

O que a SATC tem a ver com o carvão?

A SATC é um centro de tecnologia que nasceu com o apoio da indústria do carvão. Eles fazem pesquisas para melhorar a produção de energia com carvão, buscam formas de poluir menos e também oferecem educação técnica e superior para formar profissionais para o futuro.

Catarina Almeida

Catarina Almeida

Bio

Doutorada em Geologia pela Universidade de Coimbra

Experiência: Catarina possui mais de 15 anos de experiência na exploração e análise de recursos minerais. Trabalhou em grandes empresas de mineração e atualmente é consultora independente, ajudando na gestão sustentável de recursos naturais.

Outras informações: Publicou vários artigos sobre minerais raros e é frequentemente convidada para conferências internacionais.

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